quarta-feira, junho 06, 2012

     Sturm und drang estudo obra popular

 http://drang.com.br/blog/2012/05/31/lampiao-e-tecnologia-na-roda-de-leitura/

O Clássico A CHEGADA DE LAMPIÃO NO CÉU, escrito na década de 70, pelo poeta piauiense Guaipuan Vieira, radicado em Fortaleza-CE, é estudada pelo Sturm und drang.
Sturm é um grupo de jovens intelectuais unidos em torno de Herder, conhecido como a “geração de 1750”—Goethe, Schiller(1759-1805), Klinger (1752-1831), Lenz (1750-1792), entre outros — iniciou um movimento sem precedentes, o Sturm und Drang (denominação tirada do título da peça de Klinger, Tempestade e Ímpeto).

Lampião e tecnologia na roda de leitura

Há algum tempo venho refletindo sobre o uso de  tecnologias na sala de aula como ferramentas educacionais, e como poderia fazer esta transição na comunidade escolar em que trabalho, uma vez que, grande parte dos alunos não tem acesso a computadores.

Eu venho fazendo Rodas de leitura em sala de aula, com textos físicos, em papel. Julgava que fazê-las com o  texto projetado em um telão  não seria uma boa ideia, pois um dos objetivos da roda é justamente o contato do leitor com o texto literário e a praticidade deste texto sempre à mão, no qual se pode fazer anotações e citações.

Em nossa Roda de leitura de ontem, no entanto, decidi usar a tecnologia. Fiquei um pouco apreensiva em fazer uma roda, pela primeira vez sem o texto em papel, pois os alunos poderiam se dispersar da leitura com o texto-base, on line, projetado em um telão.

Tecnologia na roda

Com um notebook conectado à internet e um projetor instalado em sala de aula, acessamos a Educoteca, a biblioteca turbinada da Educopedia, e abrimos o arquivo PDF da obra chegada de Lampião no céu, de Guaipuan Vieira, que foi lido no telão.

Durante a leitura, íamos conversando sobre as cenas, conforme iam surgindo. Os alunos faziam perguntas sobre os personagens, significados de expressões e davam suas opiniões sobre o enredo. Acessamos o Google para saber mais sobre Lampião e os cangaceiros a fim de ampliar o entendimento do texto. Registramos, no Twitter, o que estávamos fazendo, fotografamos com o celular e postamos no blog os trabalhos realizados por eles durante a roda.

Enfim, deu certo! Embora eu ainda prefira ministrar rodas de leitura com cada participante tendo seu próprio texto à mão, seja de papel ou em um dispositivo digital, esta experiência de ler coletivamente em um texto único projetado na tela foi plenamente satisfatória.

Entre na Roda de leitura!

Confiram os trabalhinhos dos alunos no post: Educoteca, Lampião e São Pedro na Roda,Educoteca,  no nosso blog Roda de Leitura. Os desenhos e depoimentos foram feitos em papel mesmo, de caderno, para dar um toque de vida “material”, fazendo a ponte entre o virtual e o real. Ficou bem simples, descontraído e espontâneo, como deve ser uma roda de leitura. Quem sabe, em breve, tenhamostablets ou notebooks individuais, para cada aluno, em nossas rodas de leitura?

Entrem lá e deixem algumas palavras de estímulo para que os alunos se sintam cada vez mais empolgados a ler, seja por meio virtual ou físico, pois, como diz minha mestra Suzana Vargas, “o interessante, nas Rodas, é que a responsabilidade didática ou acadêmica desaparece, dando lugar a um tipo de relação mais prazerosa com o que é lido.”

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