<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-36542539</id><updated>2012-02-01T12:51:38.705-08:00</updated><title type='text'>AMLECE</title><subtitle type='html'>Academia Municipalista de Letras do Estado do Ceará</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://amlece.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36542539/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amlece.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Radio Poran</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>14</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36542539.post-7866726678092021220</id><published>2009-07-09T10:18:00.000-07:00</published><updated>2011-04-01T06:59:30.156-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;A POESIA DE HERMES VIEIRA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;(Antologia poética piauiense - J. Miguel de Matos. Editora Artenova. Ed.1974. Págs: 157 a 164) &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_wLqYyYFkVWc/SlYoP4ZF6mI/AAAAAAAAALM/aH8RHO_T1AI/s1600-h/Dezenho+de+Hermes+Vieira.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 179px; FLOAT: left; HEIGHT: 223px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356513060104563298" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_wLqYyYFkVWc/SlYoP4ZF6mI/AAAAAAAAALM/aH8RHO_T1AI/s320/Dezenho+de+Hermes+Vieira.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;A&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;rtur Passos, por desejo de meu coração, que vai abrir, com a pena já divinizada pelo trato das Letras, este canto de "Caminheiros da Sensibilidade", onde vai arrulhar, em trinados de tristeza e de alegria, o poeta folclórico Herdes Vieira, prata de casa, nascido, como João Ferry, na suave Valença, alentada pelas cantigas dolentes do Caatinguinha: É preciso destacar, outrossim, que a história da literatura ocupa-se de obras concebidas e desenvolvidas por indivíduos identificados e largamente conhecidos, enquanto o folclore, pelo consenso unânime de seus cultores, estuda contos e lendas que não tenham autores individuais; que andam de boca em boca e possam ser qualificados em consonância com determinado número de categorias universais; que nada tenham, na contextura literária, que possa permitir dar-se-lhes autor individual ou particular, nem época, nem origem, e muito menos ainda arbitrária classificação em outras categorias literárias, formando categoria à parte. E se as narrativas de La Fontaine e as de outros tabulistas mais recuados, não obstante a conclusão moral que tenham sob o "véu diáfano da fantasia" e cujos personagens são irracionais que trocam idéias, contendem entre si, exercem atividades sociais e brigam à base do amor; ou se essas narrações de coisas imaginárias, como contos de sereias e de encantamentos, são, em parte, aceitas como matéria folclórica não é pelo conteúdo em si fantástico e puramente imaginário que contêm, mas por conterem, na essência, algo mais que simples fantasias; por guardarem como um relicário restos de crenças e costumes de outros tempos, não passando animais que falam, príncipes encantados e princesas mitológicas formosas como o despontar da manhã, transformadas em aves, às vezes em serpentes, e até em coisas inanimadas, de evidente sobrevivência de antigas divindades, objetos outrora de culto, que o cristianismo. Levou para o campo da superstição e mais tarde para os domicílios da literatura sendo, ainda, um liame que deve ligar e unir por fortes.laços morais o homem da era eletrônica ao dos tempos fabulosos de Prestes João e da Rainha de Sabá". Fazendo, quase só, a apologia dos vates que caminham nesta obra, pois ela não tem sentido essencialmente critico, não me prendo, por força dessa derivação, ao estudo aprofundado do que o poeta produziu para a vastidão da Literatura, trazendo-o, antes, se vivo, ao conhecimento da geração atual, e, se morto à lembrança ingrata dos que ainda carregam nesta vida, como um Jesus redivivo, o pesado madeiro de seu sofrimento. Hermes Vieira, a maior expressão da poesia folclórica do Piauí, se chama, por inteiro, Hermes Rodrigues Cardoso Vieira e tem o umbigo enterrado em Elesbão Veloso, município da Cidade de Valença. Nasceu a 23 de Setembro de 1911. É filho de Raimundo Rodrigues Cardoso Vieira e de Joaquina de Sousa Viana, ambos já aliviados, por bondade de Deus, do pesado surrão da Vida. Muito viajado, esteve alguns anos na Amazônia, onde bebeu, fartamente, em cantata com o "Inferno Verde", vivendo na ambiência trepidante e misteriosa daqueles matões Envios, o néctar que, mais tarde, na tropicalidade de sua terra natal, iria destilar para o acervo cultural de seu povo. Como &lt;strong&gt;Giovanni Papini&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Machado de Assis&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;João Ferry&lt;/strong&gt; e tantos outros que a memória teima em esconder, Hermes Vieira, enfiado no ventre das noites, acolitado por livros de capas gastas e à vaga claridade de lamparinas fumacentas, é cultura autodidata, que, para algum anelado, pode constituir mancha na luz ofuscante que os seus pés vão deixando nos caminhos que percorre, sustendo a Lira e padejando o verso. "&lt;strong&gt;0 Órfão Caboclo&lt;/strong&gt;" abre este trabalho sobre o poeta de Elesbão Veloso, e o leitor vai sentir, mesmo que tenha o coração de pedra, que canto de amor há em seus versas, ditos na linguagem de quem sabe apenas sentir, na gramatização violenta e nativa que o caboclo, livre como um passarinho, vai deitando nas veredas, nas ruas, nas clareiras e nos bordéis improvisados, de que está cheio o sertão:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;"Faz dez ano qui eu nasci, e seis faz qui me intindi; E dos seis então pra cá, Sem perde nenhum insejo, Noite e dia, alegre vejo Tanta coisa d'incantá: —Vejo os lago e vejo as fonte; Vejo os morro e vejo os monte; Vejo os campo e os matagá, Os serrote e as colina, Tabuleiro e as campina, E as cascata saluçá;, —Vejo alegre a passarada; Vejo as báxa fulorada; Vejo as lindras brobuleta, Báxa a riba e báxa abáxo, Sacudindo os leves cacho, Das bunina e violeta; —Vejo as nuves azulada, Pur'os vento carregada Neste ispaço co de ani; Cumo um pranto de Maria, VeJo as chuva clara e fria, Lá do céu no chão cai; —Vejo vim do chão moiado Tudo quanto foi prantado Pur'as mão do lavrada; Também, vejo vim os matim, Semiado cum carim, Pur'as mão do Criadô; —Vejo o Só morre dorado; Vejo o céu azu istrelado; Vejo a lua dispontá Pratiada sobre as serra, Istendendo cá na Terra, As tuáia de luá; &lt;a name="OLE_LINK1"&gt;—&lt;/a&gt;Vejo as fria madrugada; Vejo o branco d'arvorada; Vejo a d'Arva aparece; As manhã vejo raiá; Vejo o dia clariá; Vejo o Só de oro nasce; —Vejo pai, vejo irmão, Entre nos vejo união; Vejo a casa onde nasci... Mas o meu maia desejo D'inxergá, porém num vejo, É mamãi, qui eu nunca vi !"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segundo &lt;strong&gt;Hermes:&lt;/strong&gt; “Há uma lenda muito conhecida, notadamente nos arrabaldes do Nordeste, batizada pelo sabor do zé-povinho de "Mãe-da-Lua", "Chora-Lua" ou "Urutau". É uma ave noturna de canto dolente e entrecortado, dando, a quem tem o ouvido preso aos seus trinados de tristeza, a impressão de uma gargalhada melancólica de quem disfarça a acrimônia de uma angústia.” Em "&lt;strong&gt;Lamentos de Mãe-da-Lua&lt;/strong&gt;", Hermes Vieira, forjicando uma grafia adrede e cuidadosamente estudada, põe nos lábios do leitor a pronúncia real do caboclo, no seu desleixo lingüístico e na sua conhecida preguiça mental: "No sertão, nos matagais, Quando vai no céu a lua E nas fontes cristalinas O luar meigo flutua, Um silêncio agreste e doce Deixa tudo extasiado; Pelo espaço enluarado. E uma voz dolente ecoa Essa voz que dissimula Uma dor a gargalhar, É notória no sertão Pelas noites de luar. É a voz da Mãe-da-Lua A chorar o ausente esposo Que, segundo afirma a lenda, teve um fim misterioso. Era um pobre lenhador; Certa vez, indo lenhar, Por motivo inexplicável, Não voltou mais ao seu lar. Mãe-da Lua, em desespero, Coração angustioso, Atirou-se pelas brenhas A procura do esposo. Andou muito, mas, debalde: —O marido não encontrou, E por isso nunca mais A cabana ela voltou. E depois, num ramo nu, Sob um manto de luar, Outras aves encontraram Mãe-da-Lua a soluçar. Não querendo a infeliz ave Pelas outras ser zombada, Logo o pranto simulou Numa triste gargalhada. E num galho, solitária, Mergulhada no luar, Ela ainda continua Com seu triste gargalhar. Como oculta a Mãe-da-Lua, Gargalhando os seus tormentos, Muitos riem, assim também, Ocultando os sofrimentos". &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A pavorosa seca de 1932, com seu manto de desgraça, arrastou para a miragem do vale do Itapicuru, que corta as entranhas ubertosas do Maranhão lírico e sentimental, dois personagens que inspirariam, no correr dos dias, ao poeta folclórico Hermes Vieira, versátil e fecundo, a sua mais imortal produção literária. Chamavam-se esses dois personagens de Hermes: Piroca e Loló, ele vindo de Pernambuco e ela do Rio Grande do Norte. Apaixonados ao primeiro raio do olhar esbraseado pela paixão, amaram-se no primeiro encontro, ali adiante o Itapicuru coleando e gemendo no tumulto de suas águas. Mas o destino, pela mão dos pais de Loló, meteu-se entre aqueles dois jovens corações para angustiá-los. Piroca, distante de sua bem amada, metia-se na cachaça —"água que-gauinumbi não bebe"—para afogar as tristezas que a saudade de Lolô ia Ihe cravejando no coração. Certo dia— lá vem o certo dia de cada vida! — Piroca, distendendo a vista pelas margens do Itapicuru, vislumbrou, na face inquieta das águas, a figura morena de sua amada frisando a linfa com as diabruras de seus dedos, Loló, afogueada pelo olhar ardente de Piroca e querendo fugir da calidez que Ihe incendiava o coração apaixonado, faz das águas um imenso lençol para esconder a beleza e a virgindade de seu corpo. O corpo inteiramente engolido pelas águas do Itapicuru e a cabecinha aparecendo vagamente à flor da corrente liquida, Loló provoca o diálogo que Hermes Vieira batizou com o nome de "A Falsa tara":&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;—"Seu Piroca, eu vou já contá papai, Qui você, de marcado, me viu nua! — Tá brincando, Lolô, qui tu num vai Ispaiá tá conversa pula rua!... —Eu num vou?!... Pois num vá se apreparando Pra se te cum papai ou cá mamei!... Num vá, não!... Quê qui que você oiando Eu dispida, seu nojento, tomá boi?... —Ai, Loló, vou contá pruquê cá vim, Qué pratu num cuidá qui foi mardade... Apois bem, todo o causo foi assim... Tenha carma e me sunte esta verdade: Muitos conta qui sai dos sêi das água, Certa moça tão lindra de incantá, Qui se chama de iára ou de mãe-dágua, E tem ela um palaço singulá. No momento qui sai do seu palaço, Se abiserva qui as água e os peixe pára; Lá de fora se cala logo os passo; E grita os pescada: &lt;a name="OLE_LINK2"&gt;"&lt;/a&gt;Lá vem a lára! " Ela, intão-se, aparece bem formosa Cum seu corpo bem arvo e toda nua... Dê pru vista no céu, quando sodosa, Vem subindo, subindo, a branca Lua... Tem siás face tão lindra cumu o dia . Quando rasga da noite a preta sáia; E seus óio tem tanta maravia Cuma d'Arva nos máre quando ráia. Seus cabelo são grande cumo os fio Qui se tira dos pé de caruá; E purisso, somente, num tem frio, Pois faz deles lençó pra se imbruiá. Tem seus láibos fazidos de carmim, Perfumados de amo, de sedução; Seu prefume é de frô de bugarim, Das abrida nas noite de verão. E siá voz é tão doce cumo o mé Qui se incontra nos favo do urussu; E arguém diz qui de lindra imita inté Cum o sedoso canta d'uirapuru. Seus dois sai são dois fruto num só gái, Dos qui fica agrudado na madêra, Qui balança, sacode, mas num cái, Mas são fruto qui mermo verde chora... E ela, intão, purriba assim da frô, Da frô dágua, se fica sem move; Desse jeito ela atrai o pescada, Qui vai indo im seu rumo sem querê. Foi purisso, Lolô, qui mi atrivi Incostá mia canoa onde tu tava, Cuidando qui tu era (nunca vi!) A Mãe-dágua, Lolô, qui mi chamava... &lt;a name="OLE_LINK3"&gt;—&lt;/a&gt;E tu gosta... Piroca, deu, tu gosta? —Eu ti juro, Lolô, pur todo o santos —Pois, então, toda a tarde tu incosta Tua canoa, benzim, neste recanto. . . " A poesia folclórica, por sua originalidade, pelo sabor ativo de sua narração, pela agressividade da linguagem, pela ardência do verbo matuto, tem o gosto daquela ceia servida no Saco da Braba, destes cafundós do Piauí, nos versos matutos de Hermínio Castelo Branco: "Cada qual, com sua faca, de cócras junto à panela, foi tirando com a cuia que servia de tijela, e despejando a farinha na coalhada, dentro dela". "Misturando a carne assada, gorda, frescal e cheirosa, todos ficaram contentes com a ceia apetitosa: nem no Céu nunca se viu comida tão saborosa".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não seria, narrando em rápidas pinceladas a poesia folclórica de Hermes Vieira, que este autor olvidasse o sentido nativo dos versas do poeta de Valença, tendo no coração a imagem da terra natal, osculada no inverno pela água das chuvas que despencam do Céu fragmentadas e cristalinas, e abrasada nos estios pelos raios de fogo do sol. E o soneto "Piauí" saiu da forja do poeta, nestes versos que o coração não pode reter na sua sensibilidade e nos seus arcanos: &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#336666;"&gt;"Teus montes, as montanhas e as colinas; Teus vales ubertosos, florescentes; Teus campos matizados, sorridentes; Teus brejos fabulosos de águas frias; Teus rios, tuas fontes cristalinas; Teus lagos pequeninos, transluzentes; Teus bosques perfumados, viridentes; Teus belos chapadões e as campinas; Teus ricos e pomposos estendais De flores e de frutos naturais; De lindas borboletas multicores; De ledos e canoros passarinhas, São tudo para mim dourados ninhos, São bálsamos que acalmam minhas dores!"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este é Hermes Vieira que Valença, pela data de Elesbão Veloso, deu ao Piauí. Um presente de raro valor, uma luminescência de ofuscante brilho, uma luz de embevecente claridade! ------------------------------------------------------------------------------------------------- &lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;HERMES VIEIRA, O EMBAIXADOR DA POESIA POPULAR PIAUIENSE&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; obra do indianista e folclorista piauiense &lt;strong&gt;Hermes Vieira&lt;/strong&gt; representa os valores da nossa cultura popular. Sua poesia, repleta de figuras e flagrantes do cotidiano nordestino, exalta a beleza dos costumes do homem do campo, sem perder as sutilezas tão difíceis de retratar em uma obra de arte. O dia 17 de julho de 2000 significou àqueles que valorizam a cultura popular um luto inesquecível não pela morte física desse vate piauiense, mas pelo raro valor que representa sua poética. Grandes os homens que sabem captar o sentimento intuitivo que emana da arte, principalmente se a mesma se encontra em seu estado natural nos costumes de um povo, com suas tradições, crendices. Na visão de seu filho, &lt;strong&gt;Guaipuan Vieira&lt;/strong&gt;, também seguidor dessa tradição poética que, acima de tudo, o popular é levado a sério, “a morte do poeta é uma visão sintética; é uma realidade circunstante, transcendental; o seu lirismo é mais lírico e narrativo, deixando lugar para meditação". Mesmo tendo partido, é um dever dos PIAUIENSES, amantes dessa arte, reconhecer com vigor a rara poesia de Hermes Vieira. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Glétson Aguiar Martins -Professor de Literatura &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000066;"&gt;NORDESTE &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Autor: Hermes Vieira&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;(Do Livro "Poemas Nordeste")&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Meu Nordeste feiticeiro, &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Morenão de brônzeo peito, &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Genuíno brasileiro, &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Eu me sinto satisfeito&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Em ser filho de um teu filho &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;E no chão por onde trilho,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Que venero com respeito;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Meu Nordeste das moagens&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Nos engenhos de madeira, &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Dos açudes, das barragens, &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Da lavoura rotineira, &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Das desmanchas de mandioca, &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Do foguete-de-taboca &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Irmão gêmeo da ronqueira; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Meu Nordeste onde os velórios &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;São rezados no sertão, &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;E improvisam-se os casórios &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;(Sem juiz, sem capelão), &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Os padrinhos e os compadres, &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;As madrinhas e as comadres, &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Na fogueira de São João;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Meu Nordeste do bornal, &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Rifle, bala e cartucheira, &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Da "lombada" e do punhal, &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;da "garruncha" e da peixeira, &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Do cacete e do facão, &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Com que um cabra valentão &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Desmantela festa e feira; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Meu Nordeste em rede armada &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;(De algodão ou de tucum), &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Aguardando a maxixada &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Com quiabo e jerimum, &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Mel, canjica e milho assado, &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Feijão verde e arroz torrado, &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Na semana de jejum; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Meu Nordeste a boi de carro... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Carro-de-boi do Nordeste, &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Tosco, humilde, simples charro, &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Submisso e a nada investe, &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Que, arrastando estrada afora, &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Range, grita, canta e chora&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ajoujado à canga agreste; Meu Nordeste trovador Nas noitadas de luar; Do folguedo, do tambor, Da taboca (1) a suspirar, Da sanfona e reco-reco (Perdoai-me, ó Deus, se peco), Da cachaça popular; Meu Nordeste da buchada, Mungunzá, cuscuz, pirão, Da gostosa carne assada Sobre a grelha de tição, Da farofa, da paçoca, Rapadura com pipoca Machucadas no pilão; Meu Nordeste das caçadas De jaguar, de caitetu De veados, de queixadas De preá, mocó e tatu, De teúba, de Cupira, De munbuca e jandaíra, De canudo, de urucu; Meu Nordeste do roçado Feito a braço suarento Do campônio abnegado, Que com calma e sofrimento, Quando a seca não o castiga Sempre extrai da terra amiga O sonhado mantimento; Meu Nordeste do forró Cá na roça onde se sente Cheiro ativo de “suó”, De cachimbo e de aguardente Olorosa, fina e pura, De café com rapadura Saborosa, forte e quente; Meu Nordeste dos reisados Com caretas a manguá, Com pinhão e ema enfeitados, Com burrinha e Jaraguá; Do famoso Pai Francisco, Vaquejando um boi arisco, Com cuíca e maracá; Meu Nordeste retirante, Pobre Zé que pouco come, Filho à frente, triste, errante, Zé sem chão, sem lar, sem nome, Que estendendo as magras mãos Aos felizes, - seus irmãos, A resposta é fome, é fome; Meu Nordeste do vaqueiro, Que não teme, nem rezinga Mofumbal e “mameleiro”, Carrascal, mata e caatinga, Brocotó, serra e calhau, Escanchado num quartau, Pra pegar boi de mandinga; Meu Nordeste da cangalha, Dos alforjes, do surrão, Dos chapéus de couro e palha, Papa-fogo e “mantulão”, Do quibano, do jacá, Do balaio e caçuá, Da carroça e carretão; Meu Nordeste do jirau, Da urupemba e tapiti, Do ganzá, do berimbau, Do mundé, quixó e jiqui, Da arapuca, o fojo... e o fuso A girar no chão, confuso, Num pé só, como um saci; Meu Nordeste do cavalo De cocheira esquipador, Do relógio alado (o galo) Que não burla o viajor; Meu Nordeste do jumento, Que, com calma, manso e lento, Vence a fome, a sede, a dor; Meu Nordeste onde farfalha O garboso juazeiro, Invencível na batalha Contra a Seca, - esse guerreiro Implacável, sem comando, Desde séculos afrontando O Governo brasileiro; Meu Nordeste do painel Multicor de tradições, Dos romances de cordel, -Portadores de emoções, Dos poetas da viola, Que derramam da cachola Divinais inspirações; Meu Nordeste da oiticica Cujo lenho, qual gigante, Cabeleira espessa e rica Fita o céu, depois, vibrante, Abre os ramos sobre o solo, Conchegando ao doce colo O cansado viandante; Meu Nordeste do tropeiro De alpercata de rabicho, Incansável recoveiro, Que, por gosto ou por capricho, Sobe e desce a bruta carga, Noite e dia (oh! vida amarga!), Pra ganhar um pão tão micho; Meu Nordeste da almofada Com seus bilros em contenda Entre os dedos de uma fada, Transformando linha em renda; Meu Nordeste do tear Tosco e feio a fabricar Belas redes, na fazenda; Meu Nordeste da venusta, Opulenta, airosa e bela Carnaúba rica, augusta, Que, silente e com cautela, Forte, esbelta, passo a passo, Vai-se erguendo pelo espaço, Flabelando a verde umbela; Meu Nordeste dos currais Em que ficam recordadas, Ao vigor dos caatingais, A ternura das boiadas, A voz doce dos vaqueiros E a contenda dos rafeiros, No labor das vaquejadas; É de ti, Nordeste rico Em primores e magias, Sabiá que traz no bico Sonorosas sinfonias, Que dedico este livrinho, Que compus no meu ranchinho, Ao sabor das noites frias. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;(I) –O pífano de taboca &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;-----------------------------------------------------------------------------------------&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#003333;"&gt;&lt;strong&gt;MÚSICA E POESIA REGIONAL: &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#003333;"&gt;&lt;strong&gt;O NORDESTE NA RELAÇÃO ENTRE GEOGRAFIA E ARTE&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Gilberto Ricarte Martins - IESA/UFG / &lt;a href="mailto:gilbertoricarte@yahoo.com.br"&gt;gilbertoricarte@yahoo.com.br&lt;/a&gt;Luiza Helena Barreira Machado - IESA/UFG / -&lt;a href="mailto:hyllena@yahoo.com.br"&gt;hyllena@yahoo.com.br&lt;/a&gt;Gervásio Barbosa Soares Neto - IESA/UFG / &lt;a href="mailto:legeographe@pop.com.br"&gt;legeographe@pop.com.br&lt;/a&gt;Alecsandro J.P. Ratts (orientador) - IESA/UFG / &lt;a href="mailto:ratts@iesa.ufg.br"&gt;ratts@iesa.ufg.br&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Introdução&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;s estudos geográficos vêm incorporando o estudo das manifestações artísticas, especialmente as literárias e musicais (MONTEIRO, 2002; HASEBAERT, 2002; FERNANDES, 1992)&lt;a title="" href="http://www.igeo.uerj.br/VICBG-2004/Eixo5/#_edn2"&gt;[2]&lt;/a&gt; e, por conseguinte abrem perspectivas para a abordagem denominada de Geografia Cultural (ou Humanista). O presente trabalho pretende mostrar uma analise de músicas e poesias consideradas regionais – pelo tema, pela procedência dos compositores e pela recepção que delas faz o mercado e o público em geral.As regiões brasileiras, como objeto de análise geográfica e como entidades político-administrativas apresentam, na maioria das vezes, grandes desigualdades, focalizadas por critérios predominantemente geoeconômicos (CORRÊA, 1997).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma abordagem da noção de região que aponta para as relações subjetivas que os seres humanos estabelecem com o espaço (FRÉMONT, 1974) permite falar em identidade regional, tendo em mente um jogo de permanências e recriações culturais.Os seres humanos constroem uma relação de proximidade ou afetividade, afastamento ou preconceito com a idéia de “região” em que se destacam a paisagem, a linguagem, a culinária e a cultura popular. Esses elementos comparecem na chamada “música regional” e na “literatura regional” que também inclui a crítica social, a insatisfação política e a situação de vários segmentos, a exemplo dos migrantes (os que comparam a vida em mais de uma região). A pesquisa se volta para a análise de poesias e letras de música que retratam a região Nordeste, bastante discutida e sedimentada no debate público enquanto lócus da necessidade, terra de agruras e de belezas naturais, sob o controle de políticos conservadores, em contraste com um povo ora passivo, ora forte&lt;a title="" href="http://www.igeo.uerj.br/VICBG-2004/Eixo5/#_edn3"&gt;[3]&lt;/a&gt;.Música regional, cultura e mercadoA relação entre música e regionalismo passa pela intervenção do mercado fonográfico, destinado sobretudo ao rádio e à TV. Nesse sentido, vemos a chamada “música caipira” reaparecer como citação estética na “música sertaneja”, no vestir, no cantar e nos temas das canções. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É necessário dizer que isto já acontecera no âmbito dessa mesma “música caipira”: intérpretes individuais, duplas e grupos inteiros apareciam vestidos de “pessoas do campo”, portando insígnias de um mundo rural que havia se transformado (MARTINS, 1975; NEPOMUCENO, 1999), caso explícito da idéia de que passamos a evidenciar a tradição quando estamos na iminência de perdê-la.Por outras vias ainda em tempos de discos de vinil e de constituição do rádio como meio de grande audiência, delineou-se no arco da Música Popular Brasileira a denominação de “música regional”: compositores e compositoras, cantores e cantoras, oriundos das classes populares e médias revisitam o mundo rural, o interior do país – o inner country da língua inglesa e certamente o pays da língua francesa – e constroem suas próprias interpretações da cultura que, por sua vez, contribuem para o amálgama das identidades territoriais (HAESBAERT, 1999).As décadas de 40 e 50 do século XX foram marcadas pela emergência da “música nordestina”, de ritmos como baião, xote, xaxado e forró&lt;a title="" href="http://www.igeo.uerj.br/VICBG-2004/Eixo5/#_edn4"&gt;[4]&lt;/a&gt;. Nomes como &lt;strong&gt;Luiz Gonzaga&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Jackson do Pandeiro&lt;/strong&gt;, ganham visibilidade no mercado fonográfico e no rádio&lt;a title="" href="http://www.igeo.uerj.br/VICBG-2004/Eixo5/#_edn5"&gt;[5]&lt;/a&gt;.A literatura dita “regional” é menos marcada pela intervenção do mercado, mas sua rotulação e seu conteúdo, seguem os passos do que afirmamos para o campo da música. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Passamos agora, como resultado preliminar, para a análise das canções e dos poemas.Música, poesia e a relação subjetiva com a regiãoA região Nordeste é a região do Brasil que mais se discute em termos de música e literatura regionais, diversos discursos já foram feitos em relação às desigualdades, esses muitas vezes são manifestações que visam interesses próprios, em geral das elites (CASTRO, 1992). O fato de que o Nordeste precisa ser mais bem atendido comparece nas canções analisadas.“Precisamos restaurar a interpretação poética na Geografia”, nos alerta Haesbaert (p.157) e para complementá-lo é importante salientar que para um conhecimento completo, do objeto de estudo, é necessário o estudo de todas as fontes de informação sobre o mesmo. As manifestações culturais podem muito bem trazer informações relevantes refletindo a identidade de determinada região. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dentre tantas manifestações culturais, começaremos pelas músicas, que serão a seguir analisadas objetivando nas letras a identificação de elementos naturais, econômicos, culturais, sociais que podem ser considerados atributos da região.Na toada Vozes da Seca, gravada inicialmente em 1953, &lt;strong&gt;Luiz Gonzaga e Zé Dantas&lt;/strong&gt; mostram que o &lt;strong&gt;Nordeste &lt;/strong&gt;não é apenas uma parte do país que se destina a receber ajudas (esmolas). Ao contrário, os compositores têm o objetivo de mostrar que existe um grande potencial de produção, o único empecilho para desenvolve-lo é a falta de água e de vontade política: &lt;span style="color:#336666;"&gt;Seu doto os nordestino &lt;strong&gt;/ &lt;/strong&gt;Tem muita gratidão / Auxilio dos sulistas / Nessa seca do sertão / Mas doto uma esmola / A um homi qui é são / O lhi mata de vergonha / Ô vicia o cidadãoÉ por isso pidimos / Proteção a vosmicê / Para as rédeas do poder / Pois o doto dos vinte estados / Temos oito sem chover / Veja bem, quase a metade / Do Brasil ta sem comerDê serviço a nosso povo / Encha os rios de barrage / Dê comida a preço bom / Não se equeça a açudage / Livre assim nóis da esmola / Que no fim dessa estiage / Li pagamo até o juro / Sem gastar nossa coragem/Se o doto fizé assim / Salva o povo do sertão / Se um dia a chuva vimQue riqueza pra nação / Nunca mais nois pensa em seca / Vai dar tudo nesse chão / Cumo vê, nosso destino / Messe tem vossa mão /&lt;/span&gt;Outra canção que nos mostra uma grande afeição às “coisas do lugar” é Estrada de Canindé, composta por Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, em 1950, onde apresentam detalhes da paisagem do sertão que somente podem ser observados no ritmo lento do caminhar a pé, sem a preocupação materialista que move a sociedade moderna: &lt;span style="color:#336666;"&gt;Automóvel lá nem se sabe / Se é homem ou se é muié / Quem é rico anda em burrico / Quem é pobre anda a péMas o pobre vê nas estradas / O orvaio beijando a frô / Vê de perto o galo campina / Que quando canta muda de cor/Vai moiando os pés nos riacho / que água fresca, Nosso Senhor!Vai oiando coisa a grané / Coisa que pra mode ver / O cristão tem de andar a péAi, ai, que bom / Que bom, que bom que é / Uma estrada e uma cabocla / Com a gente andando a pé Ai, ai, que bom / Que bom, que bom que é&lt;strong&gt; / &lt;/strong&gt;Uma estrada e a lua branca/No sertão de Canindé/&lt;/span&gt;. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A valorização de mínimos detalhes faz a felicidade do morador, onde parece ser diferente o tempo (cronológico), pois a vida sem tanta correria, sem o chamado “stress”, que atormenta tanto a vida de todos hoje em dia. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sentir falta do passado todos sentem, expressar esse tipo de sentimento é o mais difícil, pois notamos que um simples hábito alimentar pode causar sentimentos de insatisfação e gerar, às vezes, até uma aversão ao local onde se está vivendo, tudo por causa da saudade.Como dito anteriormente, as relações que o avanço do capitalismo trouxe, pode causar uma espécie de “saída forçada”, não só as relações capitalistas, como também alguns fatores da natureza, como a seca, a enchente e outros fatores que influenciam a vida.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O poema “&lt;strong&gt;Vaca Estrela e Boi Fubá&lt;/strong&gt;", de &lt;strong&gt;Patativa do Assaré&lt;/strong&gt; que foi musicado pelo próprio autor (ASSARÉ, 1978, p. 324), relata a história de um nordestino que deixa sua terra natal por causa da seca. Pela necessidade de sobrevivência vai para uma terra estranha, onde sente muita falta do seu lugar demonstrando que não se acostumou ao novo contexto:&lt;span style="color:#336666;"&gt;Seu doutor, me dê licença / pra minha história contar / Hoje eu tô na terra estranha, / é bem triste o meu penar / Eu já fui muito feliz / vivendo no meu lugar / Eu tinha cavalo bom / e gostava de campear / Todo dia eu aboiava / na porteira do curral / Eeeeiaaaa, êeee Vaca Estrela, ôoooo Boi FubáEu sou filho do Nordeste / não nego meu natural / Mas uma seca medonha/ me tangeu de lá pra cá / Lá eu tinha o meu gadinho, / não é bom nem imaginar / Minha linda Vaca Estrela e o meu belo Boi Fubá / Quando era de tardezinha/ eu começava a aboiar / Eeeeiaaaa, êeee Vaca Estrela, ôoooo Boi FubáAquela seca medonha / fez tudo se atrapalhar / Não nasceu capim no campo para o gado sustentar / O sertão esturricou, / fez o açude secar / Morreu minha Vaca Estrela, / se acabou meu Boi Fubá / Perdi tudo quanto eu tinha, nunca mais pude aboiar / Eeeeiaaaa, êeee Vaca Estrela, ôoooo Boi FubáHoje nas terra do sul / longe do torrão natal / Quando eu vejo em minha frente / uma boiada passar / as correm dos olhos / começo logo a chorar / me lembro da Vaca Estrela / Me lembro do Boi Fubá / com saudade do Nordeste / dá vontade de aboiar / Eeeeiaaaa, êeee Vaca Estrela, ôoooo Boi Fubá&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando os autores se referem à saída do sertanejo para a cidade, no primeiro paragráfo de “Vaca Estrela e Boi Fubá” e no último de “Último pau-de-arara”, observa-se o elemento histórico que grande parte da população nordestina vivenciou: a migração rural. Outro ponto evidenciado nas músicas é a afetividade com o lugar e a região, o orgulho com sua terra, mesmo sabendo que essa não o pode sustentar. E ainda o carinho pelos animais, apego ao seu “patrimônio”, mas que é visto também quase que personificado. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nessas canções, ainda pode-se observar a estiagem como um elemento climático característico do Nordeste que nos remete à chamada “indústria da seca” que na música referida não é tratada diretamente, mas mostra as suas conseqüências aparentes: a vida sofrida dos sertanejos por descaso da elite e usurpação política.Dentro dos atributos culturais encontram-se o Pau-de-arara e os termos seguintes: esturricou – secou; aboiar – chamar a boiada; medonha – grande; e tangeu – tocou para a frente (a exemplo do que se faz com o gado). Algumas dessas palavras e expressões são encontradas em outras regiões, mas constituem uma característica forte do sertão nordestino. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nos atributos naturais destacamos o Sertão e o Cariri – área caracterizadas pelos domínios morfoclimáticas e vegetacionais, mas âmbito da ação humana. Ainda se pode encontrar atributos econômicos na composição que se explicitam pela posse da vaca Estrela e do boi Fubá. Identificamos igualmente os atributos sociais expressos na dificuldade de adaptação do retirante em outro lugar e/ou no sofrimento de estar ali longe de seu lugarzinho (torrão natal/região querida). Outros pontos relevantes dessa canção, a exemplo o Nordeste agrário e o vaqueiro como personagem principal, também caracterizam um modo de vida que é recorrente na música “nordestina”. Para mostrar um pouco da afetividade do ser humano com o espaço regional podemos observar a canção composta por Jorge do Altinho, gravada em 1984, denominada &lt;strong&gt;Petrolina&lt;/strong&gt; - &lt;strong&gt;Juazeiro&lt;/strong&gt;. &lt;span style="color:#336666;"&gt;Nas margens do São Francisco/ nasceu a beleza / e a natureza ela conservou / Jesus abençoou com sua mão Divina / pra não morrer de saudade vou voltar pra Petrolina/Do outro lado do rio tem uma cidade / que na minha mocidade/ eu visitava todo dia / atravessava a ponte,/ mas que alegria / chegava em Juazeiro, Juazeiro da Bahia/Ainda me lembro que no tempo de criança / esquisito era a carranca e o apito do trem, / mas achava lindo quando a ponte levantava / e o vapor passava no gostoso vai e vem./ Petrolina, Juazeiro / Juazeiro, Petrolina / todas as duas eu acho uma coisa linda / eu gosto de Juazeiro / e adoro Petrolina.&lt;/span&gt; Jorge de Altinho nos dá um exemplo de topofilia (&lt;strong&gt;Bachelard apud Castro&lt;/strong&gt;, 1992), de afeição e identificação com duas cidades que podem ser representativas de todo o Nordeste. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O compositor/intérprete menciona o rio São Francisco, um importante fator para a vida local e regional, se identifica como baiano – pernambucano ou vice-versa, pois as cidades a que ele se refere - Juazeiro (Bahia) e Petrolina (Pernambuco) – são dividas apenas pelo rio mencionado. Muitos aspectos do espaço vivido nas duas cidades, ou seja nos dois estados, permitem essa identificação local/regional&lt;a title="" href="http://www.igeo.uerj.br/VICBG-2004/Eixo5/#_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt;.Os cantores e compositores &lt;strong&gt;Gilberto Gil e Dominguinhos&lt;/strong&gt;, em &lt;strong&gt;Lamento Sertanejo&lt;/strong&gt;, apresentam uma identidade semelhante ao autor de &lt;strong&gt;Saudade Brejeira&lt;/strong&gt;: &lt;span style="color:#006600;"&gt;Por ser de lá do sertão / &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#336666;"&gt;Lá do serrado / Lá do interior, do mato / Da catinga, do roçado / Eu quase não saio / Eu quase não tenho amigo / Eu quase que não consigo / Ficar na cidade sem viver contrariadoPor ser de lá / Na certa, por isso mesmo / Não gosto de cama mole / Não sei comer sem torresmo / Eu quase não falo / Eu quase não sei de nada / Sou como rês desgarrada / Nessa multidão boiada / Caminhando a esmo.&lt;/span&gt; Os autores abordam a difícil relação de uma pessoa que se acostumou a viver na simplicidade de um pequeno lugar, e que para a “cidade grande”, onde se presume que as pessoas não se olham nem quando se esbarram, onde a individualidade está supostamente presente em todos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O migrante torna-se individualista a partir desse tipo de tratamento que recebe, chegando a se considerar uma rês (uma novilha) que se separou do grupo maior. Observa-se um certo determinismo ambiental quando os hábitos humanos são considerados como oriundos do mato, do sertão.Um processo semelhante de representação da região ocorre na poesia, entre a naturalização e a recriação cultural. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;&lt;strong&gt;O poeta piauiense&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Hermes Vieira&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; percorre os mesmos caminhos dos compositores acima citados. Vejamos &lt;span style="color:#663333;"&gt;&lt;strong&gt;Lamento de um retirante órfão:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;Seu doutô, vosmincê tá bisservando/Bem prali, mais pra lá desses lagero,/Uma cova e uma crúiz já disbotando/Bem pertim desses pé de mamelêro ?/Apois é nessa cova, meu patrão,/S'apagando e cuberta de capim,/Quase nu, sem mortáia e sem caxão,/Onde tá sipurtado meu paizim./Vê tombém essas outas piquinina/Onde o só tá bejando cum seus rai ?/São dos meus rimãozim,-Bento e Cristina,/Qui morrero do jeito de papai./Foi a seca, esse monstro do Nordeste,/Qu' iscanchada num só devoradô,/Cunduzindo um surrão de fome e peste,/Meus trêis entes quirido aqui matou./Vivo só cum mamãi, pobe e duente,/Supricando do povo a cumpaxão;/Mais porém, muntos somba e ri da gente/E nos dão disigano im vêiz de pão./E o pió disso tudo, cá pra mim,/É si vê passá era e chegá era/Intregando pra muntos leite e vim,/E pra nóis sofredô, fome e miséra!/Muntos diz qui o Guverno sempre dá/Uma ajuda pr'aqueles qui têm fome/Mais porém, quando a ajuda sai de lá,/Outa Seca pió lhi agarra e come!/Quando chega os momento d'inleição,/As premessa têm chêro de alimento;/Mais,dispois, junto o vento elas si vão,/E nóis fica no mêrmo sufrimento!./&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;&lt;/span&gt;O poema expressa uma linguagem típica - “Seu doutô” e “vosmincê”- além de vários elementos significativos do sertão nordestino como, na 1° estrofe, “&lt;strong&gt;Mamelêro&lt;/strong&gt;” e “&lt;strong&gt;lagero&lt;/strong&gt;”, retratando a desilusão de um sertanejo que sofre a seca e suas conseqüências o que também implica numa crítica social as desigualdades que geram a miséria, a fome e a morte. Na 6ª estrofe quando aparecem as expressões “&lt;strong&gt;Intregando pra muntos leite e vim&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;E pra nóis sofredô, fome e miséra”&lt;/strong&gt; o autor argumenta sobre o círculo vicioso da corrupção política e oportunista, que geralmente se beneficia da ocasião para tirar proveito da situação, prevalece inescrupulosamente sem qualquer pudor na região nordeste. (como em todo território nacional).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na 7ª estrofe, a linguagem do texto, deixa claro a pouca escolaridade do narrador que explana a situação de miséria em que vivem ele e sua mãe, a falta de assistência do governo - “Muntos diz qui o Guverno sempre dá” - e a desilusão de uma realidade melhor, típico de um retirante nordestino. &lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;No poema Nordeste&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, &lt;span style="color:#663300;"&gt;Vieira conjuga o máximo de elementos culturais para forjar uma identidade nordestina: &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;Meu Nordeste feiticeiro, / Morenão de bronze o peito, / Genuíno brasileiro, / Eu me sinto satisfeito / Em ser filho de um teu filho / E no chão por onde trilho, / Que venero com respeito. Meu Nordeste das moagens / Nos engenhos de madeira, / Dos açudes, das barragens, / Da lavoura rotineira, / das desmanchas de mandioca, / Do foguete-de-taboca / Irmão gêmeo da ronqueira.Meu Nordeste onde os velórios / São rezados no sertão, / E improvisam-se os casórios(Sem juiz, sem capelão), / Os padrinhos e os compadres, / As madrinhas e as comadres, / Na fogueira de São João.Meu Nordeste do bornal, / Rifle, bala e cartucheira, / Da "lombada" e do punhal, / da "garruncha" e da peixeira, / Do cacete e do facão, / Com que um cabra valentão / Desmantela festa e feira.Meu Nordeste em rede armada / (De algodão ou de tucum), / Aguardando a maxixada / Com quiabo e jerimum, / Mel, canjica e milho assado, / Feijão verde e arroz torrado, / Na semana de jejum.Meu Nordeste a boi de carro... / Carro-de-boi do Nordeste, / Tosco, humilde, simples charro, / Submisso e a nada investe, / Que, arrastando estrada afora, / Range, grita, canta e chora / Ajaujado à canga agreste. (....)&lt;/span&gt;Tendo em vista a recorrência da representação de uma imagem territorial que caracteriza uma identidade regional ao longo de quase meio século, tomamos com cuidado a observação de o processo de globalização em curso, possibilita a emergência de regionalismos e outras referências diferenciais (étnicas, locais, etc.), a exemplo do que nos propõe Haesbaert (1999b). O mercado fonográfico, o surgimento e ampliação das redes de televisão não substituíram por completo o rádio. Modos de vida se transformaram, todo uma ordenamento sócio-espacial se refez. No entanto, seguindo os passos de Frémont com sua região – espaço vivido ou região identidade e da topofilia de Bachelard retomada por Iná Elias de Castro, é possível seguir justapondo os elementos culturais com outros atributos que o “regional” ganha ou assume na música e literatura, adjetivando-as. A mesma autora nos permite tratar do regional como uma escala interposta entre o local e o nacional, não necessariamente geométrica, cartesiana (CASTRO, 1995), mas, neste, caso, subjetiva, afetiva, crítica ou naturalizadora, mas indicadora das relações dos seres humanos com o espaço. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os compositores às vezes tratam do espaço próximo do local como metáfora do regional. E esse regional, por sua vez, não necessariamente coincide com os limites geo-econômicos ou político-administrativos. &lt;strong&gt;Bibliografia&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;ASSARÉ, Patativa&lt;/strong&gt; do. &lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Cante lá que eu canto cá&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;: filosofia de um trovador nordestino. Petrópolis: Vozes, 1978. CASTRO, Iná Elias de. Imaginário político e território: natureza, regionalismo e representação. In: CASTRO, Iná Elias de et all (Orgs.) Explorações geográficas: percursos no fim de século. 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A conhecida Asa Branca era uma canção de trabalho que se cantava nas colheitas de algodão (RAMALHO, 1999). Essa canção após modificações de algumas estrofes, transformou-se numa canção símbolo do Nordeste. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Além do refrão de &lt;strong&gt;Mulher Rendeira&lt;/strong&gt; (que consta como autoria do cangaceiro/músico Volta Seca), um outro exemplo clássico do Nordeste de worksong é a música o Vendedor de Caranguejo: Caranguejo Sá / Caranguejo Sá / Apanho ele na lama / E trago no meu caçuá / Eu perdi a mocidade / Com os pés sujo de lama / Eu fiquei analfabeto / Mas meus filhos criou fama / Pelo gosto dos meninos / Pelo gosto da muié / Eu já ia descansar / Não sujava mais os pés / Os bichinhos estão criados / Satisfiz o meu desejo / Eu podia descansar / Mas continuo vendendo caranguejo.&lt;a title="" href="http://www.igeo.uerj.br/VICBG-2004/Eixo5/#_ednref1"&gt;[1]&lt;/a&gt; Resultados preliminares de pesquisa em andamento originada na disciplina Teoria da Região e Regionalização, ministrada pelo prof. Dr. Alecsandro JP Ratts no Instituto de Estudos Sócio-ambientais da Universidade Federal de Goiás.&lt;a title="" href="http://www.igeo.uerj.br/VICBG-2004/Eixo5/#_ednref2"&gt;[2]&lt;/a&gt; Carlos Augusto F. Monteiro, em O mapa e a trama, colige ensaios geográficos que têm a literatura por foco, escritos entre 1987 e 1998. Rogério Haesbaert analise a identidade regional de gaúchos e nordestinos, através da poesia, passando ligeiramente pela música. Bernardo M. Fernandes propõe uma metodologia para a utilização da música no ensino de Geografia. Dias e Oscar Sobarzo (2002) abordam as músicas caipiras.&lt;a title="" href="http://www.igeo.uerj.br/VICBG-2004/Eixo5/#_ednref3"&gt;[3]&lt;/a&gt; Como procedimento metodológico partimos de um esquema em que distinguimos: canção, compositor(es)(as), intérprete(s), contexto (de surgimento da canção, destacando a primeira gravação), e aspectos da região que são abordados na canção (naturais, econômicos, políticos, históricos e/ou culturais).&lt;a title="" href="http://www.igeo.uerj.br/VICBG-2004/Eixo5/#_ednref4"&gt;[4]&lt;/a&gt; Observamos que não existe propriamente um ritmo denominado forró, palavra de origem controversa, e sim um evento. No Nordeste se fala em “ir ao forró” ou “dançar forro”.&lt;a title="" href="http://www.igeo.uerj.br/VICBG-2004/Eixo5/#_ednref5"&gt;[5]&lt;/a&gt; Sobre Luiz Gonzaga ver: DREYFUS, 1997. A respeito de Jackson do Pandeiro, consultar: MOURA &amp;amp; VICENTE, 2001. posted by Radio Poran at &lt;a title="permanent link" href="http://amlece.blogspot.com/2008/01/msica-e-poesia-regional-o-nordeste-na.html"&gt;06:22&lt;/a&gt; &lt;a class="comment-link" href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=36542539&amp;amp;postID=8940176981103364599"&gt;0 comentarios&lt;/a&gt; &lt;a style="BORDER-BOTTOM-STYLE: none; BORDER-RIGHT-STYLE: none; BORDER-TOP-STYLE: none; BORDER-LEFT-STYLE: none" title="Editar postagem" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=36542539&amp;amp;postID=8940176981103364599"&gt;&lt;/a&gt;Sexta-feira, Dezembro 28, 2007&lt;/div&gt;---------------------------------------------------------------------------------------------- &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a name="3206169807590853888"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;LULA NO IMAGINÁRIO POPULAR&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Petista viera personagem de cordel RECIFE - Durão ou sensível, &lt;strong&gt;Lula&lt;/strong&gt; caiu no gosto dos cordelistas. Em Recife, o folheto “&lt;strong&gt;Lula, um operário no poder&lt;/strong&gt;",(1) de &lt;strong&gt;Guaipuan Vieira&lt;/strong&gt;, vende como água, com versos como “&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;Hoje Lula é presidente/ Do Brasil do excluído/ Que espera por mudanças"&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt; Já em Fortaleza, Antônio Klévisson Viana emplacou três edições do livreto “A grande vitória de Lula. O Brasil sem medo de ser feliz". “Lula tem todas as características de personagem de cordel. Para nós, é um herói, o plebeu que virou rei", disse Viana. Rei ou plebeu, os fãs podem até carregar na lapela o plebeu que virou rei: nas feiras de artesanato do Nordeste virou febre o Lulinha, um bonequinho-broche em papel machê. Na opinião do publicitário Rodrigo Leão, diretor de criação da W/Brasil, uma das principais agências do país, Lula tem a embalagem certa com o conteúdo certo para os brasileiros. Lula é pop, segundo ele, porque é a cara do povo. Além de ter uma noção clara de marketing, ocupando espaços importantes, Leão lembra que o PT é o único partido que virou camiseta: “A origem de Lula e o que ele defende são sinais muito claros. E, em comunicação, clareza é fundamental. Nesse sentido, a figura do Lula é uma embalagem que combina com a mensagem. Lula é o que a embalagem oferece", avalia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para o público, Lula é pop, segundo Leão, por causa do seu comportamento e das suas atitudes: “Na cultura pop brasileira dos últimos 40 anos, desde antes da ditadura militar, sempre houve um 'Eu sou contra o Governo'. O brasileiro era um e o Governo era outro. O Lula furou um pouco essa barreira do eles lá e nós cá". Para explicar a popularidade do presidente, o diretor de criação compara Lula ao ex-presidente Fernando Henrique. “A falta de polimento que ele tem representa os brasileiros melhor do que um presidente mais sofisticado, como Fernando Henrique. Fernando Henrique representa o Brasil com sofisticação. O Lula é uma representação mais natural, menos elaborada. Por isso, causa tanta emoção". Apesar do sucesso, o publicitário duvida que Lula, no poder, seja um bom garoto-propaganda, já que os políticos sempre causam alguma desconfiança nos cidadãos: “Preferiria que Lula fosse um ótimo garoto-propaganda após sair do Governo. Isso ia significar que ele foi um ótimo presidente".&lt;a href="http://www.hojeemdia.com.br/env_car1.htm"&gt;&lt;/a&gt;E-Mail: &lt;a href="mailto:politica@hojeemdia.com.br"&gt;politica@hojeemdia.com.br&lt;/a&gt; Fonte: Jornal HOJE -BH,19/01/2003 &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;(1)O primeiro cordel publicado sobre Lula&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36542539-7866726678092021220?l=amlece.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amlece.blogspot.com/feeds/7866726678092021220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36542539&amp;postID=7866726678092021220' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36542539/posts/default/7866726678092021220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36542539/posts/default/7866726678092021220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amlece.blogspot.com/2009/07/poesia-de-hermes-vieira-antologia.html' title=''/><author><name>Radio Poran</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_wLqYyYFkVWc/SlYoP4ZF6mI/AAAAAAAAALM/aH8RHO_T1AI/s72-c/Dezenho+de+Hermes+Vieira.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36542539.post-6211674642591915079</id><published>2008-09-15T08:35:00.000-07:00</published><updated>2010-06-16T08:41:40.910-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_wLqYyYFkVWc/SM6CAWUg2MI/AAAAAAAAACU/9ss3OOLxLpw/s1600-h/imagem.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5246273558436436162" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_wLqYyYFkVWc/SM6CAWUg2MI/AAAAAAAAACU/9ss3OOLxLpw/s320/imagem.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; 97 ANOS DE NASCIMENTO DE HERMES VIEIRA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O poeta Cariri do Cordel, pseudônimo de Uirapuan Vieira, residente em Fortaleza-CE e é filho do saudoso poeta folclorista e indianista &lt;span style="color:#330099;"&gt;&lt;strong&gt;Hermes Vieira&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. (&lt;strong&gt;&lt;em&gt;foto&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;) Através deste seu &lt;strong&gt;SERTÃO DE BOA FÉ&lt;/strong&gt;, presta homenagem ao velho pai, pela passagem de seus 97 anos de nascimento –23/09/1911- Hermes faleceu em Fortaleza, em 17/07/2000 e está sepultado em Teresina-Piauí, onde viveu parte de sua vida. &lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;“&lt;em&gt;O poeta está para o Piauí como Patativa do Assaré para o Ceará".&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;SERTÃO DE BOA FÉ&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Autor: Cariri do Cordel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando canta o sabiá&lt;br /&gt;Na palha duma palmeira&lt;br /&gt;Seu canto me faz lembrar&lt;br /&gt;A rica tarde fagueira&lt;br /&gt;Lá nas matas do juá&lt;br /&gt;Do gato maracajá&lt;br /&gt;Sertão de Hermes Vieira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me da seriema&lt;br /&gt;E do grito da acauã&lt;br /&gt;Despertando outras aves&lt;br /&gt;Em busca do amanhã&lt;br /&gt;Nas Chapadas de piquí&lt;br /&gt;No sertão do Piauí&lt;br /&gt;Esse rico talismã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos baixões e matagais&lt;br /&gt;Do cantar da juriti&lt;br /&gt;Das lagoas e jaçanãs&lt;br /&gt;Frango d'água e paturi&lt;br /&gt;Do soco e do carão&lt;br /&gt;Com seu canto em refrão&lt;br /&gt;Nos afluentes do Poti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do berro da vaqueirama&lt;br /&gt;Do famoso alazão&lt;br /&gt;Daquele vaqueiro astuto&lt;br /&gt;Nas quebradas do sertão&lt;br /&gt;Que enfrenta a mameleira&lt;br /&gt;Tocaiando pra trincheira&lt;br /&gt;O perverso barbatão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da paçoca no Nordeste&lt;br /&gt;Sempre feita no pilão&lt;br /&gt;Com farinha de mandioca&lt;br /&gt;Preciosa refeição&lt;br /&gt;Da carne assada de tatu&lt;br /&gt;Peba, paca e caititu&lt;br /&gt;Com mistura de baião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessas noites ainda me lembro&lt;br /&gt;Da coruja e caburé&lt;br /&gt;Rasga-mortalha e mãe-da-lua&lt;br /&gt;Da cabocla bem me qué&lt;br /&gt;Que enfeitiça o coração&lt;br /&gt;Acalmando o valentão&lt;br /&gt;No sertão de boa fé. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Fortaleza, de setembro de 2008&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Mensagens para:&lt;/em&gt; &lt;a href="mailto:cecordel@yahoo.com.br"&gt;cecordel@yahoo.com.br&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;acesse&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.cecordel.com/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;www.cecordel.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; e veja tudo sobre cordel e &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000066;"&gt;ouça também a &lt;strong&gt;Rádio PORAN&lt;/strong&gt;, fazendo diferença na web&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36542539-6211674642591915079?l=amlece.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amlece.blogspot.com/feeds/6211674642591915079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36542539&amp;postID=6211674642591915079' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36542539/posts/default/6211674642591915079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36542539/posts/default/6211674642591915079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amlece.blogspot.com/2008/09/97-anos-de-nascimento-de-hermes-vieira.html' title=''/><author><name>Radio Poran</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_wLqYyYFkVWc/SM6CAWUg2MI/AAAAAAAAACU/9ss3OOLxLpw/s72-c/imagem.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36542539.post-3815125448738672732</id><published>2008-05-28T06:39:00.000-07:00</published><updated>2008-05-28T07:10:17.673-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;DEMÓCRITO DUMMAR&lt;br /&gt;AGORA ESCREVE&lt;br /&gt;PARA O POVO LÁ NO CÉU&lt;br /&gt;(Poetas do Cecordel) &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5205428986346887218" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="227" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_wLqYyYFkVWc/SD1mFWK6WDI/AAAAAAAAAB0/CZmvfSh7bws/s320/imagem+democrito.bmp" width="163" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;No ano 2008&lt;br /&gt;Em 25 de abril&lt;br /&gt;Numa tarde ensolarada&lt;br /&gt;O destino em seu perfil&lt;br /&gt;De transmitir desengano&lt;br /&gt;Foi outra vez mais hostil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era sexta-feira à tarde&lt;br /&gt;Tranqüilo fim de semana&lt;br /&gt;O destino joga as cartas&lt;br /&gt;Sussurra a voz soberana:&lt;br /&gt;Vão buscar Demócrito Dummar&lt;br /&gt;E no céu se canta hosana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra família e seus amigos&lt;br /&gt;A notícia foi chocante&lt;br /&gt;Não havia explicações&lt;br /&gt;Como algo alucinante&lt;br /&gt;Onde a dor com o sentimento&lt;br /&gt;Muito mais é torturante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato gerou notícia&lt;br /&gt;Toda imprensa consternada&lt;br /&gt;Pelo adeus ao jornalista&lt;br /&gt;De vida exemplificada&lt;br /&gt;Que fez de seu Grupo O Povo&lt;br /&gt;Uma imprensa renovada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois o sonhador partia&lt;br /&gt;Mas deixou edificado&lt;br /&gt;Seu sonho que se reflete&lt;br /&gt;Na riqueza de um legado:&lt;br /&gt;Uma imprensa pluralista&lt;br /&gt;Pioneira em todo Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus 45 anos&lt;br /&gt;De jornalismo perfeito&lt;br /&gt;Com ética e ideologia&lt;br /&gt;Celebrou cada conceito&lt;br /&gt;No doutrinar das visões&lt;br /&gt;Do estado de direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi fazedor de jornal&lt;br /&gt;Que narrava rica história&lt;br /&gt;Esperava sempre o tempo&lt;br /&gt;Para rica trajetória&lt;br /&gt;Um pensador otimista&lt;br /&gt;Um filósofo de glória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soube interpretar os fatos&lt;br /&gt;Do nosso cotidiano&lt;br /&gt;Com sua força criativa&lt;br /&gt;Seguia seu novo plano&lt;br /&gt;E a empresa assim crescia&lt;br /&gt;Afastando desengano. &lt;strong&gt;(Guaipuan Vieira)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;Dummar homem de visão&lt;br /&gt;Da arte e literatura&lt;br /&gt;Fez brotar do coração&lt;br /&gt;A mais perfeita ternura&lt;br /&gt;Ao construir algo novo&lt;br /&gt;Pondo no Jornal O Povo&lt;br /&gt;O burilar da cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sua doçura e calma&lt;br /&gt;Traçava com paciência&lt;br /&gt;Os exercícios da alma&lt;br /&gt;Com a prática da ciência&lt;br /&gt;E colocava em seu plano&lt;br /&gt;A essência do ser humano&lt;br /&gt;Maior valor da existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigo e bom companheiro&lt;br /&gt;Um homem trabalhador&lt;br /&gt;Muitas vezes pioneiro&lt;br /&gt;No seu modo inovador&lt;br /&gt;E em tudo que ele tocava&lt;br /&gt;Uma nova visão dava&lt;br /&gt;Pra coisa ter mais valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje o céu iluminado&lt;br /&gt;Tem um outro colorido&lt;br /&gt;Pois tendo Deus ao seu lado&lt;br /&gt;Dummar se faz renascido&lt;br /&gt;E numa só oração&lt;br /&gt;Os cearenses o farão&lt;br /&gt;                                 Nunca mais ser esquecido. &lt;strong&gt;(Lucarocas) &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;Era um fazedor de sonhos&lt;br /&gt;Disse Eliomar de Lima&lt;br /&gt;Dedicação e humildade&lt;br /&gt;Fizeram dele pra cima&lt;br /&gt;Todos pra ele eram irmãos&lt;br /&gt;Eis aqui a melhor rima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fátima Guimarães disse:&lt;br /&gt;Era um idealizador&lt;br /&gt;Viviane por sua vez&lt;br /&gt;Tinha-o como um vibrador&lt;br /&gt;Pra Tânia ex-colega minha&lt;br /&gt;Generoso e encantador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem que conseguia&lt;br /&gt;Sorrir só com o seu olhar&lt;br /&gt;É o que Dalviane Pires&lt;br /&gt;Soube bem interpretar&lt;br /&gt;Seu semblante era uma fonte&lt;br /&gt;De uma paz familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz Rita Célia Faheina&lt;br /&gt;“Ele sabia cativar”&lt;br /&gt;E que nem um adolescente&lt;br /&gt;À mulher sabia amar&lt;br /&gt;E para Dilson Alexandre&lt;br /&gt;Era um colega exemplar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua marca era a ousadia&lt;br /&gt;De compreensão atual&lt;br /&gt;Prova que abriu espaço&lt;br /&gt;Pro “Crítica Radical”&lt;br /&gt;Disse assim Maria Luiza&lt;br /&gt;Nas páginas do jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo fazer jornalístico&lt;br /&gt;Ele era apaixonado&lt;br /&gt;Na direção do jornal&lt;br /&gt;Era o mais entusiasmado&lt;br /&gt;Disse Luizianni Lins&lt;br /&gt;No jornal e ficou gravado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas de Demócrito Rocha&lt;br /&gt;Quem fala agora sou eu&lt;br /&gt;Foi artista sonhador&lt;br /&gt;Que além do tempo viveu&lt;br /&gt;Se seus sonhos permanecem&lt;br /&gt;Demócrito não morreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contemplando algumas fotos&lt;br /&gt;De seu Demócrito Rocha&lt;br /&gt;Constata-se que seus passos&lt;br /&gt;São como a mais viva tocha&lt;br /&gt;De convicção e sonho&lt;br /&gt;                                         Que pro jornal desabrocha. (&lt;strong&gt;Gerardo (Pardal)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;Seu avô Demócrito Rocha&lt;br /&gt;Com importante projeto&lt;br /&gt;Fundou o Jornal o Povo&lt;br /&gt;Fez um sonho ser concreto&lt;br /&gt;Pois essa empresa cresceu&lt;br /&gt;Liderada por seu neto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalhou com muito afinco&lt;br /&gt;Sem perfil para disputa&lt;br /&gt;Mas pra fazer uma imprensa&lt;br /&gt;Que hoje o povo desfruta&lt;br /&gt;Por ser participativa&lt;br /&gt;A marca da grande luta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partiu deixando saudades&lt;br /&gt;Mas seu exemplo é quem fica&lt;br /&gt;Porque viveu para a imprensa&lt;br /&gt;E deixou a melhor dica:&lt;br /&gt;Para quem quer ter sucesso&lt;br /&gt;Só consegue quem pratica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jornal Rádio e Tv&lt;br /&gt;Conquistaram seu direito&lt;br /&gt;E muito mais crescerão&lt;br /&gt;Seus filhos têm o respeito&lt;br /&gt;De manter nesses veículos&lt;br /&gt;                             Sua grande marca e conceito. &lt;strong&gt;(Edson Neto)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Perdemos um grande homem&lt;br /&gt;De valor fenomenal&lt;br /&gt;Que muito contribuiu&lt;br /&gt;Para nossa capital&lt;br /&gt;Como o maior integrante&lt;br /&gt;Da imprensa nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nosso jornal O Povo&lt;br /&gt;Ficou sem mais uma tocha&lt;br /&gt;Se foi o seu presidente&lt;br /&gt;Agora a notícia acocha&lt;br /&gt;Em conseqüência da perda&lt;br /&gt;                     Do grande Demócrito Rocha. &lt;strong&gt;(Jotabê)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos de sentimento&lt;br /&gt;É momento de tristeza&lt;br /&gt;Toda a família O Povo&lt;br /&gt;Precisa de fortaleza&lt;br /&gt;Mas a obra de Demócrito&lt;br /&gt;Está viva com certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto vamos lembrá-lo&lt;br /&gt;Somente com alegria&lt;br /&gt;Para o grande jornalista&lt;br /&gt;Nossa simples poesia&lt;br /&gt;Lá na casa de Deus mora&lt;br /&gt;                                     Nos veremos algum dia. &lt;strong&gt;(Paulo de Tarso)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;No meu simples português&lt;br /&gt;Fazer verso popular&lt;br /&gt;Para o Demócrito Dummar&lt;br /&gt;Nem palavras vou encontrar&lt;br /&gt;Pra mostrar sua grandeza&lt;br /&gt;No saber comunicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse grande jornalista&lt;br /&gt;No Ceará semeou&lt;br /&gt;Simplicidade e carisma&lt;br /&gt;Por onde foi e passou&lt;br /&gt;Ficando sedimentada&lt;br /&gt;A essência que ele deixou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ceará tem orgulho&lt;br /&gt;Desse grande cidadão&lt;br /&gt;Que soube ver nas pessoas&lt;br /&gt;Sangue, nervo e coração&lt;br /&gt;Tratando-as de “filho” ou “filha”&lt;br /&gt;Sem a menor distinção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo e o “O POVO” ficaram&lt;br /&gt;Sentindo muita saudade&lt;br /&gt;À família os sentimentos&lt;br /&gt;De todos desta cidade&lt;br /&gt;Dos poetas cordelistas&lt;br /&gt;                                     A nossa afetuosidade &lt;strong&gt;(Vânia Freitas)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;(&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Abril/2008 -Edição Cecordel/Fundação Demócirto Rocha-Abril/2008)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;e-mail: &lt;a href="mailto:cecordel@yahoo.com.br"&gt;cecordel@yahoo.com.br&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;visite-nos: &lt;a href="http://www.cecordel.cjb.net/"&gt;http://www.cecordel.cjb.net/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36542539-3815125448738672732?l=amlece.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amlece.blogspot.com/feeds/3815125448738672732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36542539&amp;postID=3815125448738672732' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36542539/posts/default/3815125448738672732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36542539/posts/default/3815125448738672732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amlece.blogspot.com/2008/05/demcrito-dummar-agora-escreve-para-o.html' title=''/><author><name>Radio Poran</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_wLqYyYFkVWc/SD1mFWK6WDI/AAAAAAAAAB0/CZmvfSh7bws/s72-c/imagem+democrito.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36542539.post-6891702954881827841</id><published>2008-04-03T10:28:00.000-07:00</published><updated>2011-06-20T06:05:23.415-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_wLqYyYFkVWc/R_UeOTtx87I/AAAAAAAAABE/qMWQMqppG_Q/s1600-h/teresina.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 173px; FLOAT: left; HEIGHT: 146px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185083777146287026" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_wLqYyYFkVWc/R_UeOTtx87I/AAAAAAAAABE/qMWQMqppG_Q/s320/teresina.JPG" width="190" height="162" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;TERESINA NO PASSADO &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Por Guaipuan Vieira(*)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;de Fortaleza(CE)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;N&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;o final de maio de 1996, retornei a Teresina,&lt;span style="color:#333333;"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;(foto-Praça Pedro II, 1960)&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;integrando a Comissão de Intercâmbio Cultural de Fortaleza, a convite da &lt;strong&gt;Academia de Letras Vale do Longá.&lt;/strong&gt; Ficamos hospedados no Hotel São José, à margem direita do rio Parnaíba, no coração da Verde Capital. Além da Ala Feminina da “Casa de Juvenal Galeno”, estavam o diretor desta, o escritor Alberto Santiago Galeno e o poeta Paulo de Tarso. Alberto me pedira para levá-lo ao Mercado Central, pois desejava comprar um chapéu de vaqueiro feito no Piauí. Eram quinze horas de sábado. O silêncio pairava no centro, devido o final de semana. Mesmo sabendo que àquelas horas seria impossível encontrar o mercado aberto, tive que atender o pedido.&lt;br /&gt;Alberto, que caminhava a passos lentos e, cambaleando, estava calado, mas observador. Paulo, que nos acompanhava, admirava os velhos casarões e o rio que solitário descia entrecortado pelas coroas, indagou a Alberto:&lt;br /&gt;- Doutor, o senhor conhecia Teresina? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ele, sem pensar, duas vezes respondeu: &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- De passagem. Guaipuan não nos conta a sua história.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A responsabilidade pesou-me nos ombros. Calado, como menino repreendido, não sabia por onde começar. As recordações refletiam à mente. Mas uma luz me surgiu dos anos 60. Tive que superar o desafio, e conjugar costumes, tradições e modos de vida de um povo que, embora embriagado pelo vício e prostituição, deixara página de sua história, vez por outra folheada por algum pesquisador . &lt;span style="font-size:78%;color:#666666;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;- Isso aqui foi a famosa Palha de Arroz. O nome vem das torrefações.&lt;br /&gt;Nesse meio funcionou o baixo meretrício, o Q.G. era o cabaré Barrinha, conhecido por “tabaco”, freqüentado pelos “porcos-d’água”, que eram os ajudantes das embarcações. Paramos um pouco, sob a sombra de oitizeiros, direcionados para o sul, a uma distância de 200 metros. Articulando, mostrei-lhes onde funcionava a usina termelétrica, que fornecera energia para toda a cidade, até a década de 60, substituída por uma caldeira a diesel, vinda de Alagoas, não esquecendo seus ritmados apitos como de uma maria-fumaça, que até as 21 horas servia-nos de relógio, quando num toque de despedida saudava a noite, que paulatinamente ia em busca do novo dia. Nessa época, o rio Parnaíba era navegável. De longe também se ouvia &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_wLqYyYFkVWc/R_UjiDtx8-I/AAAAAAAAABc/Dap7Vr0remY/s1600-h/vapor.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 186px; FLOAT: left; HEIGHT: 171px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185089614006842338" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_wLqYyYFkVWc/R_UjiDtx8-I/AAAAAAAAABc/Dap7Vr0remY/s320/vapor.JPG" width="176" height="131" /&gt;&lt;/a&gt;o rugir dos vapores, lanchas e alvarengas vindos do sul do Estado, transportando mercadorias e passageiros, em direção ao Porto, que ficava limitando a Praça da Bandeira, por onde iremos passar. Recomeçamos a caminhada. Ao cruzarmos a rua Paissandu, fizemos outra parada. Não poderia esquecer de citar que fora o núcleo dos tradicionais cabarés, como “Estrela”, “Fascinação”, “Imperatriz”, “Nove Horas”, “Gerusa”, “Raimundinha”, “Joana de Paiva”, entre outros. Subimos na rua em direção à Praça Pedro II. Na mente conduzia a surpresa que Alberto tanto esperava. Uma outra parada não fazia mal. Afinal, procurava descrever Teresina no passado, mostrando-lhes os pontos que serviram de concentrações desses personagens.&lt;br /&gt;-Onde estamos? Indagou-me. Olhe, nessa casa comercial, “Rádio Ion”, foi o bar do Zé Cazuza. Às 12 horas de uma sexta-feira de 1948, o tenente Wanderley bebia aqui. Ao perceber a passagem de Zezé-Leão, o chamou. Depois de uma ligeira conversa, lembrou-lhe que em certa ocasião tinha-o prendido. Zezé, calmamente, embora entrecortado do insulto, perguntou-lhe se ia demorar no bar. Ele, ufano de autoridade, respondeu-lhe que sim. Zezé, enfatizou:&lt;br /&gt;-Voltarei logo. Em questão de 20 minutos, o lúgubre estúpido, armado com um revólver 38, mudava o ritmo da cidade. A rádio Pioneira, que funcionava na rua Senador Teodoro Pacheco, aqui, próximo, em primeira mão, divulgou o acontecimento em reportagem exemplar de Carlos Said. No dia seguinte, as manchetes dos principais jornais: “ZEZÉ-LEÃO MATA TENENTE WANDERLEY E FOGE.” &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Ah, foi assim! Sua fama chegou no Ceará, exclamou Alberto. Paulo, aproveitando a deixa, nos &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-J0PQQ14Zvug/Tf9EPGYAJ8I/AAAAAAAAATo/lmrygAtpmcg/s1600/Z%25C3%25A9ze%2BLe%25C3%25A3o.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 93px; FLOAT: left; HEIGHT: 127px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5620285886181681090" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-J0PQQ14Zvug/Tf9EPGYAJ8I/AAAAAAAAATo/lmrygAtpmcg/s320/Z%25C3%25A9ze%2BLe%25C3%25A3o.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;contou que seu tio-avô, Cel. Domingos Gomes de Freitas, que residia em Tauá CE),&lt;span style="color:#666666;"&gt; &lt;/span&gt;tinha um criado que era o responsável pela compra de mantimentos (gêneros alimentícios) da Casa Grande. Segundo seu avô, certa ocasião, o criado, chegando de viagem, já na entrada do município, fez uma ligeira parada numa venda para beber uma pinga. Ao pagar a dose, foi surpreendido pois já estava paga. Ele então perguntou ao dono da venda o nome do desconhecido para agradecer. Esse, ouvindo, respondeu-lhe: &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;“José de Área Leão&lt;br /&gt;A onça sussuarana&lt;br /&gt;das matas do Piauí.” &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#660000;"&gt;(foto de Zéze Leão)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;- E você quem é, caboclo?&lt;br /&gt;Sem bater pestana, que nem um bom improvisador, informou-lhe:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Eu sou um cachorro preto&lt;br /&gt;da zona do cariri&lt;br /&gt;acuador de onça sussuarana&lt;br /&gt;das matas do Piauí”.&lt;br /&gt;E até logo!!!&lt;br /&gt;Zezé baixou a cabeça, bebeu outra pinga e exclamou: “muito bem!” Um dos seus seguranças indagou-lhe: “Pega o homem, coronel?!&lt;br /&gt;-“Não. Cachorro que acua onça &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_wLqYyYFkVWc/R_Ueyztx88I/AAAAAAAAABM/vTgLbmpTcM0/s1600-h/imagem.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 176px; FLOAT: left; HEIGHT: 225px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185084404211512258" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_wLqYyYFkVWc/R_Ueyztx88I/AAAAAAAAABM/vTgLbmpTcM0/s320/imagem.JPG" width="147" height="158" /&gt;&lt;/a&gt;é respeitado.”&lt;br /&gt;Continuamos a caminhada. &lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(foto: Alberto,Paulo e Guaipuan)&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;Logo estávamos na Praça Pedro II. Ali, para mim, foi um pesadelo. Não controlava as idéias, que se misturavam com as lembranças, dificultando concatenar o raciocínio, porque a Praça continuava sendo o cordão umbilical dos que edificaram a invejável história da terra.&lt;br /&gt;De um lado, o Centro de Artesanato, guardando consigo lembranças do velho quartel da polícia militar. Do outro, o Cine Rex, solitário, que nem ancião, nem parecia que vencera os seus concorrentes: Cine Guarany, Olímpia, São Luís, Rio Branco, entre outros. Um cartaz lembrava Alfredo Ferreira que foi o fundador do cinema em Teresina, e o primeiro filme exibido, que era norte-americano e falado, tinha como título: “Doce como Mel.”&lt;br /&gt;O Theatro 4 de Setembro, guardião da cultura, silencioso, trazia consigo recordações da luta ferrenha que travou para se desligar do cinema, para ser o que é: palco de espetáculos teatrais. Ao lado, a Galeria das Artes, num oculto quadro, descrevia o saudoso Bar Carnaúba, cercado de artistas e intelectuais. As horas corriam. Alberto, mergulhado no impressionismo, esquecia a compra do chapéu. Paulo não perdia nada da explanação. Anotava, na agenda, os subsídios para a história do município.&lt;br /&gt;Guia turístico, contador de história ou causos. Sei lá quem eu era. Prosseguimos. Seus&lt;br /&gt;entusiasmos aumentavam. Embora quisesse parar a narração, não podia. Sempre algo chamava a atenção.&lt;br /&gt;O silêncio recordava-me os tempos idos, quando menino, de calça curta, procurando remédio nas farmácias Santo Antônio, Lili e São Pedro, de Pedro Vasconcelos. Não encontrando, ia direto à farmácia “Coleta’, onde Jaime da ‘botica” fazia a manipulação de medicamentos. Naquele tempo era assim. Com essa reflexão sobre o passado, logo chegamos à Praça Rio Branco. Estava a esmo. Não parecia o logradouro de concentração de poetas populares, da ceguinha Maria Viana, no órgão, interpretando canções bregas; de aposentados driblando a velhice, tentando afeiçoar a nova geração. A brisa fria da tarde os enchia de indagações, estava num árduo ofício, não podia dissolver fatos do folclore teresinense .&lt;br /&gt;-Nesse prédio da Caixa Econômica, funcionou o comércio do Carcamano, à noite tinha uma preta velha vendendo manuê; a fatia do bolo custava um tostão, e media um palmo. Tornou-se admirada pelo pessoal de vida noturna, através dos improvisos de propaganda:&lt;br /&gt;“Chega gente, está na hora&lt;br /&gt;Compre logo o manuê,&lt;br /&gt;Compre mesmo, sem demora.&lt;br /&gt;Manuê da preta velha&lt;br /&gt;Tem segredo de essênça,&lt;br /&gt;Inda mais com bom café&lt;br /&gt;Muda até sua presença .”&lt;br /&gt;Observa-se, de certa forma, que a cultura popular, destacando-se a poesia, nasce da necessidade de sobrevivência dessa gente. A não importância desses fatos contribui veementemente para o anonimato do autor, o que aconteceu com modinhas, adágios e alguns provérbios.&lt;br /&gt;-Com certeza, enalteceu Alberto. Tive que ser breve nas citações, haja vista que algo mais nos aguardava. Estamos na Praça da Bandeira.&lt;br /&gt;Recorda-me o pequeno zoológico, a feira dos pássaros e a do troca-troca. Nessa época chamava-a de bacia, por formar um círculo e ser de baixo relevo. Deu guarida a grandes circos, como Garcia, entre outros. Hoje, as grades que a cercam, nos reflete a ligeira impressão de que é prisioneira, e que nada tem de majestosa!&lt;br /&gt;Vê-se silente, concentra suas atenções no Teatro de Arena, palco dos acontecimentos culturais, de ação preservadora das tradições da terra.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-_HHyR0XwbwI/Tf9CvSE26MI/AAAAAAAAATg/GK2vmHk6LZQ/s1600/pracas3t.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 127px; FLOAT: left; HEIGHT: 173px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5620284240055167170" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-_HHyR0XwbwI/Tf9CvSE26MI/AAAAAAAAATg/GK2vmHk6LZQ/s320/pracas3t.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Veja “Domingos Fonseca”, do alto, sussurra a poética sem jaça, em louvação aos poetas que versejam “sua poesia”, nos Festivais de Violeiros do Nordeste. Eram 17h30min, os pardais começavam a harmoniosa sinfonia sobre os frondosos oitizeiros, em contemplação a mais um dia que se findava. Apressamos os passos, cruzamos o Mercado Central, logo saímos no desativado Cais do rio Parnaíba. De retorno ao hotel, oportunidade em que falei sobre o Velho Monge, das extintas carrancas e dos banhos aos domingos nas piscosas águas, onde as coroas são atraentes praias, que desfilam preciosas sereias, musas inspiradoras que nos confortam a alma, principalmente quando se tem um bom anzol. Alberto, satisfeito, sorriu. Paulo ficou ansioso para conhecê-las. Seguimos para o hotel, contemplando o pôr do sol, rica beleza natural. Alguns minutos, como se fora beber água, os deixei à vontade. Próximo ao hotel, Alberto exclamou:&lt;br /&gt;-Gostei bastante do passeio e da sua narração. Só me falta o chapéu!&lt;br /&gt;Contato com o autor: &lt;a href="mailto:guaipuanvieira@yahoo.com.br"&gt;guaipuanvieira@yahoo.com.br&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Visite: &lt;a href="http://www.cecordel.com/"&gt;http://www.cecordel.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;(*)Historiador, radialista e poeta &lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36542539-6891702954881827841?l=amlece.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amlece.blogspot.com/feeds/6891702954881827841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36542539&amp;postID=6891702954881827841' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36542539/posts/default/6891702954881827841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36542539/posts/default/6891702954881827841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amlece.blogspot.com/2008/04/teresina-no-passado-por-guaipuan-vieira.html' title=''/><author><name>Radio Poran</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_wLqYyYFkVWc/R_UeOTtx87I/AAAAAAAAABE/qMWQMqppG_Q/s72-c/teresina.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36542539.post-3206169807590853888</id><published>2007-12-28T06:07:00.001-08:00</published><updated>2007-12-28T06:10:12.576-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc0000;"&gt;Petista vira personagem de cordel&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RECIFE&lt;/strong&gt; - Durão ou sensível, Lula caiu no gosto dos cordelistas. Em Recife, o folheto “Lula, um operário no poder", de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Guaipuan Vieira&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, vende como água, com versos como “Hoje Lula é presidente/ Do Brasil do excluído/ Que espera por mudanças". Já em Fortaleza, Antônio Klévisson Viana emplacou três edições do livreto “A grande vitória de Lula. O Brasil sem medo de ser feliz". “Lula tem todas as características de personagem de cordel. Para nós, é um herói, o plebeu que virou rei", disse Viana. Rei ou plebeu, os fãs podem até carregar na lapela o plebeu que virou rei: nas feiras de artesanato do Nordeste virou febre o Lulinha, um bonequinho-broche em papel machê. Na opinião do publicitário Rodrigo Leão, diretor de criação da W/Brasil, uma das principais agências do país, Lula tem a embalagem certa com o conteúdo certo para os brasileiros. Lula é pop, segundo ele, porque é a cara do povo. Além de ter uma noção clara de marketing, ocupando espaços importantes, Leão lembra que o PT é o único partido que virou camiseta: “A origem de Lula e o que ele defende são sinais muito claros. E, em comunicação, clareza é fundamental. Nesse sentido, a figura do Lula é uma embalagem que combina com a mensagem. Lula é o que a embalagem oferece", avalia. Para o público, Lula é pop, segundo Leão, por causa do seu comportamento e das suas atitudes: “Na cultura pop brasileira dos últimos 40 anos, desde antes da ditadura militar, sempre houve um 'Eu sou contra o Governo'. O brasileiro era um e o Governo era outro. O Lula furou um pouco essa barreira do eles lá e nós cá". Para explicar a popularidade do presidente, o diretor de criação compara Lula ao ex-presidente Fernando Henrique. “A falta de polimento que ele tem representa os brasileiros melhor do que um presidente mais sofisticado, como Fernando Henrique. Fernando Henrique representa o Brasil com sofisticação. O Lula é uma representação mais natural, menos elaborada. Por isso, causa tanta emoção". Apesar do sucesso, o publicitário duvida que Lula, no poder, seja um bom garoto-propaganda, já que os políticos sempre causam alguma desconfiança nos cidadãos: “Preferiria que Lula fosse um ótimo garoto-propaganda após sair do Governo. Isso ia significar que ele foi um ótimo presidente".&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.hojeemdia.com.br/env_car1.htm"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E-Mail: &lt;a href="mailto:politica@hojeemdia.com.br"&gt;politica@hojeemdia.com.br&lt;/a&gt; &lt;em&gt;Fonte: Jornal HOJE -BH,19/01/2003&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36542539-3206169807590853888?l=amlece.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amlece.blogspot.com/feeds/3206169807590853888/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36542539&amp;postID=3206169807590853888' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36542539/posts/default/3206169807590853888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36542539/posts/default/3206169807590853888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amlece.blogspot.com/2007/12/petista-vira-personagem-de-cordel.html' title=''/><author><name>Radio Poran</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36542539.post-2048034608846747213</id><published>2007-12-12T06:51:00.000-08:00</published><updated>2007-12-12T06:53:25.328-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#333399;"&gt;&lt;strong&gt;BALA E ARTE&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Cultura da prepotência e da arrogância&lt;br /&gt;Saindo do mundo real, mas inspirados nele, artistas e escritores bebem na fonte das histórias de violência para construírem suas obras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Jornal O POVO - 19/05/2007 15:43&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você sabe com quem está falando?". Todos já devem ter ouvido - alguns, até, proferido - esta frase. Ela resume a prepotência e arrogância dos que se consideram acima das leis e donos da Justiça. Ela é tão presente no contexto da sociedade atual, que também foi transportada para a cultura popular. Os crimes políticos, os mandantes e os pistoleiros estão presentes em diversas obras literárias, músicas e cordéis. O antropólogo Roberto DaMatata diz que "o estudo do ´você sabe com quem está falando?´ mostra o conflito entre a hierarquia como valor e as normas modernas, impostas pelo Estado, que dizem que todos devem obedecer a lei". E é justamente neste limite que está o "poder" como essência, algo que os homens almejam e passam por cima de tudo para alcançá-lo. Com este enredo, muitas histórias foram contadas, com personagens diferentes e, muitas vezes, baseadas em fatos reais. "Todo o sertão nordestino&lt;br /&gt;Assim como as capitais&lt;br /&gt;Têm uma marca sangrenta&lt;br /&gt;De assassinatos brutais&lt;br /&gt;Que mesmo o tempo querendo&lt;br /&gt;Não acabará jamais".&lt;br /&gt;Com esta estrofe se inicia o cordel "Mainha, o maior pistoleiro do Nordeste", de Guaipuan Vieira. Os versos prometem contar a história de Idelfonso Maia Cunha, o "Mainha", um dos pistoleiros mais temidos no Estado durante as décadas de 80 e 90, e que hoje está preso.&lt;br /&gt;"Estes crimes foram feitos&lt;br /&gt;Pelo rei da pistolagem&lt;br /&gt;Conhecido por Mainha&lt;br /&gt;Homem de cruel bagagem&lt;br /&gt;Pois descrevo sua história&lt;br /&gt;No mundo da bandidagem", continua o cordel. O texto narra ainda as ligações entre Mainha e Francisco Diógenes, assassinado anos depois em Fortaleza em um acerto de contas, e os diversos crimes que ele é acusado de cometer, como dos ex-prefeitos de Iracema, Expedito Leite, e de Pereiro, João Terceiro Sousa.&lt;br /&gt;"O terrível pistoleiro&lt;br /&gt;Que já quase era lendário&lt;br /&gt;Já deixou de ser o mito&lt;br /&gt;Hoje é presidiário"(...) termina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cordel, lançado em 1998, teve grande circulação e chegou ás mãos do próprio Mainha. Ele teria mandado um bilhete para o autor dos versos, pedindo uma resposta. Guaipuan, então, transformou a defesa do pistoleiro em versos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu nunca fui pistoleiro&lt;br /&gt;A todos posso provar&lt;br /&gt;Se matei foi por vingança&lt;br /&gt;Assunto particular&lt;br /&gt;Pistoleiro que eu saiba&lt;br /&gt;É pago para matar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu fosse perigoso&lt;br /&gt;Não teria sido preso&lt;br /&gt;Pois cabra desta maneira&lt;br /&gt;Tem olhar bem aceso&lt;br /&gt;Tem ouvidos de tiú&lt;br /&gt;Ninguém o pega indefeso".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O povo adora ler sobre pistolagem, sobre bandidagem. Esses são os cordéis que mais vendem", conta Guaipuan, que considera Mainha muito parecido com o cangaceiro Lampião. "Eles mexeram muito com o imaginário popular", diz. Os crimes políticos, a disputa de poder, também estão presentes em obras como de Guimarães Rosa e Jorge Amado. "Eles dão um tom lúdico à própria história do Nordeste. Os casos de coronéis, acerto de contas, bandidos como heróis. Tudo faz parte também da história real", afirma a socióloga Peregrina Capelo. (Vicente Gioielli)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36542539-2048034608846747213?l=amlece.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amlece.blogspot.com/feeds/2048034608846747213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36542539&amp;postID=2048034608846747213' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36542539/posts/default/2048034608846747213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36542539/posts/default/2048034608846747213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amlece.blogspot.com/2007/12/bala-e-arte-cultura-da-prepotncia-e-da.html' title=''/><author><name>Radio Poran</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36542539.post-1309345452017241008</id><published>2007-12-07T06:20:00.000-08:00</published><updated>2007-12-07T06:40:31.670-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;strong&gt;CADERNO 3 –Diário do Nordeste&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;Cerimônia de posse (30/10/2007)&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Nova gestão na Amlece&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;I&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;niciativa dos amantes da literatura, a Amlece troca de presidente nesta terça. Criada em junho de 2005, a &lt;strong&gt;Academia Municipalista de Letras do Estado do Ceará&lt;/strong&gt; - conhecida como Amlece - muda agora de corpo gestor. Tendo como presidente, até então, &lt;strong&gt;José Lemos de Carvalho,&lt;/strong&gt; a Academia recebe, para mais um período administrativo, o engenheiro agrônomo, poeta e escritor &lt;strong&gt;José Anízio de Araújo&lt;/strong&gt;, que encabeçou a chapa única concorrente à presidência.O coquetel de lançamento toma lugar na sede da Federação das Indústrias do Estado do Ceará, FIEC, no auditório José Flávio Costa Lima, nesta terça-feira, a partir das 19h30. Da tradicional Casa de Juvenal Galeno, a Academia surgiu no mundo intelectual para atuar ilimitadamente - e sem fins lucrativos - no Estado. Também surgiu com o intuito de incentivar o interesse pelo idioma nacional, através do qual os associados procuram estimular o desenvolvimento literário e cultural nas suas mais diversas manifestações, populares ou eruditas.São associados da Amlece intelectuais das mais diferentes origens do conhecimento, tendo como ponto comum o amor à arte de dar sentido às palavras. São eles, além do seu ex-presidente e do recém eleito: Guaipuan Vieira, Caio Lossio Botelho, Francismar de Castro Araújo, José Muniz Brandão, José Olímpio de Souza Araújo, Wagner Vitoriano Bezerra, Maria Nirvana Medeiros, Francisco Eloy Bruno Alves, João Bosco Ferreira Lima, Mário Caula Bandeira, Manoel Murilo de Araújo, Mailde Maria Rocha, Francisco Castro de Souza, Pedro Jorge Medeiros, José Bonfim de Almeida Junior, Edson José Pinheiro, Maria Matilde Mariano, Gentil Teixeira Rolim, Aureni Braga, Luis Carlos Rolim de Castro, Núbia Maria de Barros Gomes e Vicente de Paula Falcão Moraes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Serviço:&lt;/span&gt;Cerimônia de posse do novo presidente da Academia Municipalista de Letras do Estado do Ceará, AMLECE. Nesta terça-feira, às 19h, no auditório José Flávio Costa Lima da FIEC, na Av. Barão de Studart, 1980 (Meireiles). Mais informações:(85) 3466-5400&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36542539-1309345452017241008?l=amlece.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amlece.blogspot.com/feeds/1309345452017241008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36542539&amp;postID=1309345452017241008' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36542539/posts/default/1309345452017241008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36542539/posts/default/1309345452017241008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amlece.blogspot.com/2007/12/caderno-3-dirio-do-nordeste-cerimnia-de.html' title=''/><author><name>Radio Poran</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36542539.post-3009153382375670835</id><published>2007-12-05T07:18:00.000-08:00</published><updated>2008-05-28T06:26:09.306-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc0000;"&gt;AS FAÇANHAS DO PISTOLEIRO CATANÃ&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Por Guaipuan Vieira (*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_wLqYyYFkVWc/R1bEI0WTrVI/AAAAAAAAAAM/g8zmC5HCFYM/s1600-h/xilo+catanÃ£.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5140511680460205394" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 162px; CURSOR: hand; HEIGHT: 170px" height="263" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_wLqYyYFkVWc/R1bEI0WTrVI/AAAAAAAAAAM/g8zmC5HCFYM/s320/xilo+catan%C3%A3.JPG" width="257" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Embora o cognome seja o mesmo, não estou falando do sargento PM João Augusto da Silva Filho, o “Joãozinho Catanã”, acusado de comandar um grupo de extermínio no Ceará. Mas de Joaquim Leandro Marciel, ou Francisco de Assis Brasil, o Catanã, pistoleiro de dupla identidade, que aterrorizou os Estados da Paraíba, Ceará e Piauí na década de 50 e que ainda suas façanhas são lembradas por populares nas capitais desses estados.&lt;br /&gt;Catanã nasceu na Paraíba, em São João do Rio do Peixe, proximidades de Cajazeiras, região temida por Zé Cazuza, pistoleiro famoso, com centenas de mortes em todo o sertão da&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paraíba. Foi preso pelo sargento Irineu Rangel, delegado de Souza, a mando do governador João Suassuna, que decidira acabar com o banditismo. Com histórico de muitos bandidos, Catanã estreou no mundo do crime aos dezessete anos, para vingar a morte do pai, pequeno agricultor da região, que por disputa de terra terminou assassinado. Aos vinte anos, por uma boa oferta de um fazendeiro, ingressou no crime de encomenda, deixando ao longo dos janeiros um rastro de sangue, descrevendo uma vida pregressa, acobertada por mandantes “coronéis”, fazendeiros e políticos daquela região. Fugindo do cerco policial, refugiou-se em Valença, no Piauí, onde conseguiu mudar de identidade e viver alguns anos como pequeno agricultor. Em 1947, passou a morar em Crateús, no Estado do Ceará, onde segundo o senhor Jafé Gonçalves de Oliveira, 81 anos, morador antigo daquele município, foi pago pelos Belos, família de poder aquisitivo em Novo Oriente/CE, para matar o comerciante Raimundo Ximenes, que estava estabelecido em São Luiz do Maranhão, acusado de mandante da morte de João Belo, sendo que o crime praticado fora pelo próprio cunhado de Belo. Em São Luis, Catanã passou-se por vendedor de jóias para se aproximar do desafeto. Ao certificar-se de que se tratava de uma pessoa trabalhadora, resolveu não praticar o crime, recebendo de Ximenes pagamento para deixá-lo em paz e com o pedido de não executar o mandante, fato que revoltou o pistoleiro porque tinha essa intenção.&lt;br /&gt;As histórias que envolvem a vida criminosa de Catanã são vastas. A seqüência de crimes atribuídos, às vezes ceifando a vida do próprio mandante, quando percebia traição, o deixa em torno de um misto de Billy The Kid e Lampião.&lt;br /&gt;Na capital cearense, na Praça do Ferreira, conhecida como o coração de Fortaleza, também são lembradas as façanhas do Maior pistoleiro daquela década, que na opinião do senhor Raimundo Ferreira da Silva, aposentado, 82 anos, “era hábil no gatilho, nem todo policial tinha coragem de enfrentá-lo, só foi preso porque foi pego desprevenido”, conclui. De Patos na Paraíba, o poeta popular Antônio Américo de Medeiros, forneceu-me estrofes do folheto de cordel Pistoleiros do Nordeste, edição de 1990, autor anônimo, onde o poeta faz uma retrospectiva do banditismo no Nordeste, transparecendo ao leitor que a prática da pistolagem é território sem domínio da força Pública: “O cangaço foi banido/ no Nordeste brasileiro/ mas o crime de aluguel / do perverso pistoleiro/ é território sem lei/ a polícia não dar frei/ reina o gatilho certeiro/. Na Paraíba reinaram/em uma década passada/Zé Cazuza e Catanã/ sem perderem a empreitada/ no sertão alagoano/ Chapéu de couro tirano/ fez a sua diabada. No Ceará foi Mainha/ um temível pistoleiro/ depois dele outros vieram/não acaba o justiceiro/” (...)&lt;br /&gt;Na Praça Rio Branco, em Teresina/PI, logradouro que serve de encontro de aposentados, artistas populares e de vendedores ambulantes, tive a oportunidade de ouvir várias histórias ao seu respeito, uma delas comentou o senhor Abílio Pereira de Sousa, servidor público aposentado, 80 anos, que um das peculiaridades de Catanã era ao ver a foto da vítima e expressar euforicamente: “já estou com raiva”. &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_wLqYyYFkVWc/R2vAhS75D_I/AAAAAAAAAAc/G44k6F28j88/s1600-h/foto+vital.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5146418677452181490" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 129px; CURSOR: hand; HEIGHT: 176px" height="160" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_wLqYyYFkVWc/R2vAhS75D_I/AAAAAAAAAAc/G44k6F28j88/s320/foto+vital.JPG" width="119" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_wLqYyYFkVWc/R1bIfUWTrWI/AAAAAAAAAAU/yEl05hGNP6Q/s1600-h/delfin+araujo.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na capital piauiense, o perito criminal Delfino Vital da C. Araújo(foto), que conheceu o temível pistoleiro, fez uma retrospectiva de sua história, informando que a prisão do mesmo ocorreu no início da década de 60, em Fortaleza, e fora recambiado para a capital piauiense pelo tenente Veras, acusado de matar um motorista de um jipe, para roubar o veículo, nas proximidades da cidade de Demerval Lobão, município metropolitano da capital do Estado. O serviço de inteligência da Secretaria de Segurança, suspeitando que o mesmo tinha outros envolvimentos, abriu uma linha de investigação, oportunidade em que foi descoberta a vida pregressa daquele a que era argüido a própria personificação do Mal, ou imbatível pistoleiro.&lt;br /&gt;Uma entrevista sobre o bandido foi publicada, na época, em reportagem de Deoclécio Dantas, para o jornal Folha da Manhã, artigo que está contido em seu livro Dá Licença, Editora Halley, edição 2001. Nele, o jornalista esclarece que em tempos idos teve oportunidade de entrevistar, na penitenciária de Teresina, hoje abrigando o estádio Verdão, o temível pistoleiro, condenado a 30 anos de reclusão, mas incluído na soma de detentos de bom comportamento carcerário. Vivia cercado de livros com intuito de estudar o curso de direito e demonstrava arrependimento das vidas ceifadas, muitas delas pelo prazer de “ver a capemba do olho virar”. Segundo o jornalista, após a publicação da longa matéria, Catanã fora denunciado por um outro presidiário, de que aproveitava as saídas nos finais de semana para continuar a prática delituosa (matar gente), e que acabara de assassinar um policial na cidade de Macau, Rio Grande do Norte, fato comprovado na época pela investigação do capitão Astrogildo Sampaio, designado pela Secretaria de Segurança Pública. Catanã, que vinha sendo investigado pela Polícia piauiense, foi encontrado morto, numa casa no bairro Piçarra, vítima de envenenamento, como queima de arquivo ou desavença pela partilha do lucro, deixando incompletas páginas de um novo inquérito e observações pela crônica policial: o crime de pistolagem continuará um continente sem fronteiras, um território sem lei, envolto em uma seqüência de fatores ligados à questão sócio-econômica, freqüente em Estados como Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Ceará, Rio Grande do Norte e Piauí, onde o silêncio é garantia de vida para a população menos favorecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) poeta, Membro da Associação Cearense de Imprensa e da Academia Municipalista de Letras&lt;br /&gt;do Estado do Ceará –AMLECE -cadeira nº 02 &lt;strong&gt;(&lt;span style="color:#000066;"&gt;Jornal O POVO -12/04/2008 00:25&lt;/span&gt;)&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36542539-3009153382375670835?l=amlece.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amlece.blogspot.com/feeds/3009153382375670835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36542539&amp;postID=3009153382375670835' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36542539/posts/default/3009153382375670835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36542539/posts/default/3009153382375670835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amlece.blogspot.com/2007/12/as-faanhas-do-pistoleiro-catan-por.html' title=''/><author><name>Radio Poran</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_wLqYyYFkVWc/R1bEI0WTrVI/AAAAAAAAAAM/g8zmC5HCFYM/s72-c/xilo+catan%C3%A3.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36542539.post-2364334978209390959</id><published>2007-08-22T06:03:00.000-07:00</published><updated>2007-08-22T06:11:23.444-07:00</updated><title type='text'>LITERATURA DE CORDEL</title><content type='html'>&lt;strong&gt;LITERATURA DE CORDEL&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;     &lt;em&gt;L&lt;/em&gt;iteratura de cordel é um tipo de poesia popular, originalmente oral, e depois impressa em folhetos rústicos. São escritos em forma rimada. As estrofes mais comuns são as de dez, oito ou seis versos. Os autores, ou cordelistas, recitam esses versos de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados, geralmente, de viola. A história da literatura de cordel começa com o romanceiro luso-espanhol da Idade Média e do Renascimento. O nome cordel está ligado à forma de comercialização desses folhetos em Portugal, onde são pendurados em cordões, lá chamados de cordéis. Os temas incluem fatos do cotidiano, episódios históricos, lendas e temas religiosos. As façanhas do cangaceiro Lampião (Virgulino Ferreira da Silva, 1900-1938) e o suicídio do presidente Getúlio Vargas (1883-1954) são alguns dos assuntos de cordéis de maior tiragem. É comum os autores criarem seus versos improvisadamente diante de um acontecimento ou uma pessoa que queiram homenagear. As formas variaram pouco ao longo do tempo.No Brasil, a literatura de cordel é produção típica do Nordeste, sobretudo nos estados de Pernambuco, da Paraíba e do Ceará. Costuma ser vendida em mercados e feiras pelos próprios autores. Em outros Estados, como Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, é encontrada em feiras de produtos nordestinos. Os poetas Leandro Gomes de Barros (1865-1918) e João Martins de Athayde (1880-1959) estão entre os principais autores. Na atualidade, Guaipuan Vieira é um autor de destaque. Nascido em 1951, no Piauí, o filho do poeta folclorista e indianista Hermes Vieira tem raízes da arte de versejar. Conviveu com o homem sertanejo na propriedade rural do pai. É poeta cordelista, xilográfo e radialista, filiado à ACI – Associação Cearense de Imprensa. É graduado em Teologia, pelo Instituto de Ciências Religiosas/CE – ICRE. Estudou Filosofia, é funcionário da Receita Federal e criou o Centro Cultural dos Cordelistas do Ceará – Cecordel. Com apoio de empresas privadas, criou a Banca do Cordel, hoje Banca Nacional do Cordel sendo, atualmente, seu presidente. Hoje, somam-se vários folhetos de cordel publicados com destaque nos jornais Diário do Nordeste, Tribuna do Ceará, Gazeta Mercantil e Folha de São Paulo. Em  2004, no Festival Internacional de Cantadores, em Quixadá – Ceará,  foi outorgado pela Academia  Brasileira de Literatura de Cordel -ABLC, com a Medalha de Mérito pelo relevante trabalho prestado em prol da literatura de cordel no Ceará.&lt;br /&gt;Fonte : Tribuna do Brasil&lt;br /&gt;Data : 27 de julho de 2007&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36542539-2364334978209390959?l=amlece.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amlece.blogspot.com/feeds/2364334978209390959/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36542539&amp;postID=2364334978209390959' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36542539/posts/default/2364334978209390959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36542539/posts/default/2364334978209390959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amlece.blogspot.com/2007/08/literatura-de-cordel.html' title='LITERATURA DE CORDEL'/><author><name>Radio Poran</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36542539.post-116854081590132555</id><published>2007-01-11T10:25:00.000-08:00</published><updated>2007-01-11T10:40:15.910-08:00</updated><title type='text'>LIVROS DO POETA FOLCLORISTA HERMES VIEIRA</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7039/4084/1600/332242/piaui%20sert??o.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 168px; CURSOR: hand; HEIGHT: 248px" height="287" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7039/4084/320/301919/piaui%20sert%3F%3Fo.jpg" width="199" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7039/4084/1600/472644/casa%20lfantasma.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 168px; CURSOR: hand; HEIGHT: 238px" height="273" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7039/4084/320/119813/casa%20lfantasma.jpg" width="199" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7039/4084/1600/8960/poemas%20nordeste%20capa.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 167px; CURSOR: hand; HEIGHT: 229px" height="217" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7039/4084/320/576143/poemas%20nordeste%20capa.jpg" width="143" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36542539-116854081590132555?l=amlece.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amlece.blogspot.com/feeds/116854081590132555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36542539&amp;postID=116854081590132555' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36542539/posts/default/116854081590132555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36542539/posts/default/116854081590132555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amlece.blogspot.com/2007/01/livros-do-poeta-folclorista-hermes.html' title='LIVROS DO POETA FOLCLORISTA HERMES VIEIRA'/><author><name>Radio Poran</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36542539.post-116232049004989713</id><published>2006-10-31T09:57:00.000-08:00</published><updated>2006-11-03T08:56:01.703-08:00</updated><title type='text'>ACADÊMICOS</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7039/4084/1600/livro%20dezinho.2.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="295" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7039/4084/320/livro%20dezinho.2.jpg" width="204" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7039/4084/1600/foto%20dezinho.3.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="292" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7039/4084/320/foto%20dezinho.3.jpg" width="184" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Presidente da AMLECE&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O escritor José Lemos de Carvalho (Dezinho Lemos) é bacharel em Comunicação Social pela Universidade Federal do Ceará - UFC. Nasceu na Fazenda Baixa Verde, em 03 de julho de 1929, a 12km da sede do município de Mombaça. Obras publicadas: MOMBAÇA CEARÁ E SEU ENCONTRO FAMILIA (crônicas), SALVAÇÃO DO BRASIL (cartas publicadas no Jornal O POVO (CE), SAGA DE UMBELINO - Um soldado brasileiro (cordel), CRIAÇÃO DO MUNDO (cordel), entre outras obras. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;AMLECE &lt;/strong&gt;- &lt;strong&gt;ACADÊMICOS E PATRONOS - CADEIRAS OCUPADAS&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;José Lemos de Carvalho&lt;/span&gt; -- CADEIRA Nº &lt;strong&gt;01 &lt;/strong&gt;- PATRONO: Plácido Aderaldo Castelo&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Guaipuan Vieira&lt;/span&gt; --CADEIRA Nº &lt;strong&gt;02&lt;/strong&gt; - PATRONO: Hermes Vieira&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Caio Lóssio Botelho&lt;/span&gt; --CADEIRA Nº &lt;strong&gt;03&lt;/strong&gt; -PATRONO:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;José Anízio Araújo&lt;/span&gt; -- CADEIRA Nº &lt;strong&gt;04&lt;/strong&gt; - PATRONO: Cego Aderaldo&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Francisco Almir Sousa Cardoso&lt;/span&gt; --CADEIRA Nº&lt;strong&gt;05&lt;/strong&gt; - PATRONO:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Maria Matilde Mariano&lt;/span&gt; -- CADEIRA Nº &lt;strong&gt;06&lt;/strong&gt; -PATRONO: Rachel de Queiroz&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Francisco Castro de Sousa&lt;/span&gt; --CADEIRA Nº&lt;strong&gt;07&lt;/strong&gt;-PATRONO:Mozart Soriano&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Padre Eloy Bruno Alves&lt;/span&gt;--CADEIRA Nº &lt;strong&gt;08 &lt;/strong&gt;-PATRONO: Olavo de Oliveira&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Edson José Pinheiro&lt;/span&gt; --CADEIRA Nº &lt;strong&gt;09 &lt;/strong&gt;-PATRONO: José de Alencar&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Aureny Braga Barbosa F. Ramos&lt;/span&gt;--CADEIRA Nº&lt;strong&gt;10&lt;/strong&gt; - PATRONO: Machado de Assis&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Luiz de Castro(Lucarocas)---&lt;/span&gt;CADEIRA Nº&lt;strong&gt;11-&lt;/strong&gt; PATRONO:Patativa do Assaré&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Francimar de Castro&lt;/span&gt;---CADEIRA Nº&lt;strong&gt;12&lt;/strong&gt; --PATRONO: Jarder de Carvalho&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sebastião Valdemir Moura---&lt;/span&gt;CADEIRA Nº&lt;strong&gt;13&lt;/strong&gt; -PATRONO:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Núbia Gomes&lt;/span&gt; --CADEIRA Nº14 --PATRONO: Bárbara de Alencar&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Silvio dos Santos Filho&lt;/span&gt;-CADEIRA Nº&lt;strong&gt;15&lt;/strong&gt;- PATRONO:Romão Figueiras Sampaio&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Antonio de Silvanilho de S.Botelho&lt;/span&gt;--CADEIRA Nº16 --PATRONO&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;João Bosco Ferreira Lima&lt;/span&gt;---CADEIRA Nº&lt;strong&gt;17&lt;/strong&gt;- -PATRONO:Durval Ayres&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mario Caula Bandeira&lt;/span&gt;---CADEIRA Nº&lt;strong&gt;18&lt;/strong&gt;--PATRONO:&lt;br /&gt;Maria Nivanda Medeiros -- CADEIRA Nº&lt;strong&gt;19 &lt;/strong&gt;--PATRONO: &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36542539-116232049004989713?l=amlece.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amlece.blogspot.com/feeds/116232049004989713/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36542539&amp;postID=116232049004989713' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36542539/posts/default/116232049004989713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36542539/posts/default/116232049004989713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amlece.blogspot.com/2006/10/acadmicos.html' title='ACADÊMICOS'/><author><name>Radio Poran</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36542539.post-116170932221233031</id><published>2006-10-24T10:00:00.000-07:00</published><updated>2006-10-27T02:56:38.323-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7039/4084/1600/000_0459.1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7039/4084/320/000_0459.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7039/4084/1600/000_0418.4.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 303px; CURSOR: hand; HEIGHT: 224px" height="172" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7039/4084/320/000_0418.4.jpg" width="232" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;DISCURSO DO ACADÊMICO E POETA GUAIPUAN VIEIRA NA POSSE DA DIRETORIA DA ACADEMIA MUNICIPALISTA DE LETRAS DO ESTADO DO CEARÁ – AMLECE em 20/05/2006 , NO AUDITÓRIO DA “CASA DE JUVENAL GALENO”&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Senhor Presidente da ACADEMIA MUNICIPALISTA DE LETRAS DO ESTADO DO CEARÁ -AMLECE, jornalista JOSÉ LEMOS DE CARVALHO. Senhores Membros desta Academia e Autoridades componentes desta Mesa. Meus estimados Convidados. Minhas Senhoras e meus Senhores. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7039/4084/1600/000_0418.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;É&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;de bom alvitre dizer-lhes que este momento solene, em que a cultura cearense ganha a Academia Municipalista de Letras do Estado do Ceará, fundada na manhã de 15 de junho de 2005, e presidida pelo poeta e jornalista José Lemos de Carvalho, veio somar-se às que coadunam com o verdadeiro espírito acadêmico. Esta solenidade me faz lembrar o final da década de 90, quando esta Casa, a convite da Academia de Letras Vale do Longá, sediada no estado do Piauí, formou uma Comissão de Intercâmbio Cultural que, além da Ala Feminina, tomou parte da missão o escritor Alberto Santiago Galeno, patrono desta Arcádia, de quem pude perpetuar com eficácia a sua amizade.&lt;br /&gt;A história das academias vem dos primórdios. Nasceu da criação de uma escola fundada pelo filosofo Platão, no ano de 387 a C. para preservar os gostos de Academus, herói da guerra de Tróia. Templo que embora destinado ao culto das musas, mestres e discípulos trocavam experiências sobre filosofia, matemática, música, astronomia e legislação, destacando-se um dos seus discípulos, Aristóteles. Ressalve-se que aquela tradição cultural que originou todas as academias e universidades de ensino superior do ocidente foi brutalmente fechada por ordem do imperador romano Justiniano, em 529 d.C.&lt;br /&gt;Mas o espírito acadêmico refugiou-se em outras plagas, permitindo seu renascimento, que se deu formalmente no século XVI, em Paris, na Europa, em 1570, com a criação da Academia do Palácio. Em Portugal, as Academias dos Generosos (1647) e Singulares (1663). O mundo exaltava as letras e as artes, edificando suas academias e imortalizando seus escritores.&lt;br /&gt;O Brasil, não diferenciou seus talentos, a capital do país, Rio de Janeiro, era marcada pela vida cultural e de publicações à literatura. O Nordeste de lutas e conquistas de um povo antropologicamente resistente aos problemas sociais e apegado as suas raízes culturais, fazia nascer na capital cearense um movimento de importantes seguimentos culturais e literários, originando a Padaria Espiritual, em 30 de Maio de 1892, cujas aspirações deu-se com a consolidação do Realismo e o nascimento do Simbolismo.&lt;br /&gt;Naquele momento consolidava-se a Academia Cearense de Letras, a primeira no país, propiciando o surgimento em 1897, no Rio de janeiro, da Academia Brasileira de Letras.&lt;br /&gt;Fomos influenciados por todas as escolas literárias, da quais herdamos com veemência, aptidões de lutarmos por movimentos solidários ao enriquecimento da nossa cultura, em todos os seguimentos. Compromissados pela arte e pela vida, também erguermos uma bandeira, cujo mastro servirá de elo aos que buscam uma cultura sem jaça.&lt;br /&gt;No caminho que percorremos haverá respostas indefinidas, às quais confrontaremos nossas idéias buscando a consolidação dos nossos objetivos. A AMLECE é mais uma guardiã da cultura que entra para a história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu muito obrigado,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Cadeira nº 2 - patrono poeta Folclorista Hermes Vieira&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;GUAIPUAN VIEIRA EXALTA A OBRA DO PATRONO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;F&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;oi o acompanhando nas pescarias das lagoas adjacentes dos rios Poty e Parnaíba e nas caçadas em noites enluaradas que aprendi a gostar de sua poética e admirá-lo muito mais. Constituía tudo isso em pano de fundo para que nos jogos sutis do raciocínio aflorasse a espontânea, habilidosa e atraente poesia, na linguagem expressiva do homem do campo. Na construção dos versos, observa-se a eficácia de estilo próprio, fruto de criação inata, que da escola da vida o tornou autodidata. Da mágica e do imprevisto, sua poesia brotava, celebrizando o folclore de sua região :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;" Vosmincê, doutô, conhece,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ou já viu falá no nome &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Desse bicho qui aparece &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nos camim quando anoitece,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Qui se chama lubisome" ?! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Nesse cantarolar de estrofes e versos , herdeiro de vocações do homem sertanejo , traduz a expressão ingênua e resignada do sofrido homem do campo, que para amenizar as agruras da vida, carrega no bornal da esperança o terço da fé: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;" &lt;em&gt;E o mais triste, seu doutô /Pra nóis pobe fregelado/ Si acabando aqui e ali,/ É si sê fíi dum Brasi,/ Dum Brasi civilizado, /Dum Brasi riligioso /Dum Brasi de tanto nome/ Dum Brasi tão rico e forte/ Dêrna o Su até no Norte /E morrê gente de fome !!! &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A poesia de meu pai brotava dessas circunstâncias ,que na visão dos acadêmicos ,como J. Miguel de Matos , é " a maior expressão da poesia folclórica do Piaui". Arimatéia Tito Filho fez uma análise aprofundada do lirismo de Hermes Vieira quando disse " (...) abrangendo aspectos da vida e da natureza , psicologia das gentes,bichos, episódios amorosos e trágicos, alimentos, cerimônias, amores escondidos, mitos, lendas , superstições, doenças, músicas e anedotas" . O professor Josias Clarence Carneiro da Silva também reconheceu a poética : " ...o mundo fantasioso de Hermes Vieira é uma colcha de retalhos da vida campestre ..." . O professor e escritor Cineas Santos, quando na apresentação do livro PIAUI SERTÃO , desse poeta decantado , fez uma síntese da obra em verso : &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"Quem conhece o Piauí, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quem já viveu no sertão&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao ler os versos de Hermes,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sente brotar emoção &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Calada, adormecida, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nas brenhas do coração." &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na capital alencarina , o professor de literatura Gletson Martins , conhecedor da bagagem literária de meu pai , afirmou : "... representa os valores da nossa cultura popular. Sua poesia , repleta de figuras e flagrantes do cotidiano nordestino , exalta a beleza dos costumes do homem do campo, sem perder as sutilezas tão difíceis de retratar em uma obra de arte. (...) Grandes os homens que sabem captar o sentimento intuitivo que emana da arte , principalmente se a mesma se encontra em seu estado natural nos costumes de um povo, com suas tradições, crendices". O poeta e jornalista Zózimo Tavares, em artigo publicado na revista DE REPENTE, de Teresina-PI, faz alusão ao saudoso poeta folclorista e indianista: " a poesia popular nordestina perdeu em 17 de julho passado uma de suas principais expressões, o piauiense Hermes Vieira. Ele morreu em Fortaleza, ao 89 anos, e foi sepultado em Teresina. O poeta está para o Piauí como Patativa do Assaré está para o Ceará. Com uma diferença: não foi cultuado por nós, como Patativa é, como muita justiça, pelos cearenses". O poeta e professor piauiense, residente em Fortaleza, Gerardo Carvalho Frota(Pardal), Em versos saudou o inesquecível poeta: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"&lt;em&gt;Fiquei muito impressionado/ Quando li Hermes Vieira/ É um poeta popular/ Que traz em si a verdadeira/ E a mais legítima expressão/ Cravada neste Sertão/ De uma cultura altaneira./ Eu com seu conterrâneo/ Me sinto muito orgulhoso/ Pena que pessoalmente/ Eu não tive o precioso/ Prazer de ter conhecido/ Hermes Vieira e sentido/ Seu poetar valioso/ Como aqui no Ceará/ Tem a voz do Patativa/ No Piauí também tem/ Uma voz forte e ativa/ Que cantou a vida inteira/ O poeta Hermes Vieira/ Que se manterá bem viva/ Nosso Piauí perdeu/ Um poeta de valor/ Da poesia piauiense/ Ele foi o embaixador/ Pra continuar seu brilho/ Que pro Guaipuan seu filho/ Continue inspirador". &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Câmara Cascudo disse que : " como prosódia popular do verso claro e ágil , Hermes Vieira reúne evocações de figuras e paisagens regionais, dando um ramalhete em que a alma nordestina vive como um perfume ." E conclui :" uma inteligência observadora e sagaz, manejo fiel do vocabulário certo, emoção ao recriar os temas que pertencem ao patrimônio regional. Ele transmite às mentes distantes o feitiço de sua terra e de sua gente." A reflexão da crítica literária desperta-nos com ênfase a perspectiva de um novo estudo – a linguagem do verso caboclo sob diversas nuances - em sua poética. Além de contribuir para a preservação do patrimônio lingüístico de um povo, a obra resgata sutilezas fonéticas bem regionais. Dispensam comentários os vários estudos que abordam a obra desse vate piauiense: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;TROVADOR DE ROÇA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou fio do alto do sertão&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fui vaquêro e tombém fui caçadô.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na viola, chorando no meu peito,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No terrêro, ao luá, fui trovadô. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Muitos tôros bravio na caatinga &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com o aboio sereno eu dominei; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Muitos brabo e rebelde coração, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na viola, ao luá, eu conquistei. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Muitos tigres valentes, na floresta, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Abati cum sertêra pontaria; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Muitas fera de saia de argudão &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dominei cum as minhas canturia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É qui um dia, caçando num forró,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Atirei bem no zói de meu afeto; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desse tiro hoje vejo im meu redó&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quinze fio e noventa e nove neto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;PIAUÍ&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Teus montes, as montanhas e as colinas;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Teus vales ubertosos, florescentes;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Teus campos matizados, sorridentes;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Teus brejos fabulosos de águas finas;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Teus rios, tuas fontes cristalinas; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Teus lagos pequeninos,transluzentes;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Teus bosques perfumosos, viridentes; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Teus belos chapadões, tuas campinas; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Teus ricos e pomposos estendais &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De flores e de frutos naturais; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De lindas borbuletas multicores; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De ledos e canoros passarinhos, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;São tudo para mim dourados ninhos, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;São bálsamos que acalmam minhas dores ! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CARRO-DE-BOI&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Carro véio de boi, purque tu geme&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E lamenta siguindo o teu camim? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É purque tu vai indo assim puxado,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Conduzindo esse fardo tão pesado,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Qui tu geme e lamenta tanto assim? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Carro véio de boi, neste momento,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cuma tu qui lamenta, geme e chora,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cunduzindo outros fardo bem pesado&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pur camins turtuoso, imbaraçado,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tombém muitos vão indo mundo afora.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu bem sei qui tu sofre, sem tê curpa,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma dô pur'o peso qui condúiz, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais,ti alembra qui o Fio de Maria, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Padecendo tombém tanta agunia,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sem tê curpa, arrastou pesada crúiz.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E eu tombém,cuma tu,meu carro véio,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Arrastando e sofrendo ím meu camim, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vou levando mil saca de amargura &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pra butá no paió da sipurtura, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cedo ou tarde, onde ispero isto tê fim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E purisso, tem carma e vai siguindo&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Teu camim, padecendo conformado:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi sofrendo, cum carma, qui Jesuis, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Adispois de cravado numa crúiz, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pur'o mundo vem sendo festejado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Eis os versos de meu pai, /Que decantam o meu Nordeste /Daquele caboclo astuto /Chamado cabra da peste; /Que enfrenta seca e fome /Mas não renega o seu nome/ Nem mesmo por simples teste."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36542539-116170932221233031?l=amlece.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amlece.blogspot.com/feeds/116170932221233031/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36542539&amp;postID=116170932221233031' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36542539/posts/default/116170932221233031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36542539/posts/default/116170932221233031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amlece.blogspot.com/2006/10/discurso-do-acadmico-e-poeta-guaipuan.html' title=''/><author><name>Radio Poran</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36542539.post-116170556733320738</id><published>2006-10-24T08:45:00.000-07:00</published><updated>2006-10-26T09:51:10.353-07:00</updated><title type='text'>FOLHETO DE CORDEL VIRA TEATRO</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7039/4084/1600/Iracema.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 143px; CURSOR: hand; HEIGHT: 201px" height="201" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7039/4084/320/Iracema.jpg" width="176" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Folheto de cordel vira peça Teatral &lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Um grupo de estudantes do Colégio Ângelus, no bairro centro, na Grande Messejana (Zona Sul da Capital do Ceará), em comemoração a Semana Nacional do Livro, que transcorre entre os dias 23 a 27 do mês de outubro, homenageiam o ilustre filho do bairro,o escritor José de Alencar, através do cordel ÍNDIA IRACEMA NA LAGOA DE MESSEJANA, do poeta piauiense Guaipuan Vieira, radicado em Fortaleza. A obra do poeta além de narrar a biografia de José de Alencar exalta a chegada da nova estatua de Iracema na lagoa que originou o nome daquele logradouro. O folheto agora foi adaptado em peça teatral e sobre a coordenação da jovem estudante Thais Pereira faz sucesso naquela comunidade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Reportagem extraída do jornal escolar do Colégio Ângelus(23/10/2006)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36542539-116170556733320738?l=amlece.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amlece.blogspot.com/feeds/116170556733320738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36542539&amp;postID=116170556733320738' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36542539/posts/default/116170556733320738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36542539/posts/default/116170556733320738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amlece.blogspot.com/2006/10/folheto-de-cordel-vira-teatro.html' title='FOLHETO DE CORDEL VIRA TEATRO'/><author><name>Radio Poran</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36542539.post-116170413969749710</id><published>2006-10-24T08:34:00.000-07:00</published><updated>2006-10-24T08:35:39.696-07:00</updated><title type='text'>Início do blog da AMLECE</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Estamos hoje, dia 24 de Outubro de 2006, iniciando o blog da AMLECE - Academia Municipalista de Letras do Estado do Ceará.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36542539-116170413969749710?l=amlece.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://amlece.blogspot.com/feeds/116170413969749710/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36542539&amp;postID=116170413969749710' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36542539/posts/default/116170413969749710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36542539/posts/default/116170413969749710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amlece.blogspot.com/2006/10/incio-do-blog-da-amlece.html' title='Início do blog da AMLECE'/><author><name>Radio Poran</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
